Depois da Assembleia de Credores a 29 de Setembro onde se avançava que a empresa iria necessitar de despedir apenas 230 funcionários, a Administração da Qimonda Portugal, em conjunto com o Administrador de Insolvência, comunica agora que vai avançar já com "um conjunto de medidas imprescindíveis para a viabilização da empresa".

Entre estas contam-se a cessação de 590 contratos de trabalho dos colaboradores em regime de lay-off. Em comunicado a empresa avança que é "legalmente inviável e economicamente insustentável a sua continuidade até à entrada da operação em velocidade de cruzeiro", mas reforça que nessa altura vai necessitar de 770 colaboradores, que já tinham sido antes referidos como os que manteriam vínculo à empresa, embora alguns em regime de lay-off.

"O objectivo da Administração é, obviamente, considerar gradualmente para
admissão os colaboradores agora dispensados. Acima de tudo, a meta é manter em
Portugal uma empresa com competências tecnológicas de vanguarda e salvaguardar
o maior número possível de postos de trabalho", refere-se em comunicado.

A administração reforça que têm sido desenvolvidos inúmeros esforços para identificar entidades internacionais de relevo no sector dos semicondutores
interessadas em parcerias e/ou relações comerciais.

"Os contactos realizados abrem perspectivas para a retoma da actividade da empresa,
não só nos segmentos da produção de componentes, mas também para a entrada em
novas áreas – mais avançadas tecnologicamente e com uma procura crescente no
mercado – como é o caso RDL/Wafer Level Packaging", sublinha a administração, adiantando porém que para assegurar a viabilidade financeira da empresa são necessárias medidas de gestão operacional, entre as quais se incluem os despedimentos agora anunciados.

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