A Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação - APDSI - apresentou hoje uma nova Carta Aberta onde expressa algumas recomendações à sociedade civil e Governo no que diz respeito à utilização das tecnologias de informação e comunicação, como factor de incentivo ao crescimento do tecido económico nacional.




A falta de dinamização da sociedade de informação tem levado a estrutura portuguesa a afastar-se da realidade dos restantes Estados membros da União Europeia. Esta realidade tem arrastado consigo custos de oportunidade elevados no que diz respeito ao desenvolvimento económico e social do país, frisou José Dias Coelho, presidente da associação, sendo por isso necessário promover os processos que dizem respeito à TIC e à qualificação de recursos humanos, no sentido de as utilizar com maior eficácia.




O responsável assume que o desenvolvimento das aplicações de TI com vista ao aumento da eficácia nos múltiplos organismos do Estado e na sua relação com os cidadãos, a utilização de plataformas digitais de intercâmbio de informação e da tecnologia, assim como o redesenho organizacional de procedimentos e de funções, conformes com os objectivos conducentes a um aumento da competitividade, são factores chave para o progresso nacional.




A adesão do Estado a sistemas de outsourcing é outra das medidas propostas pela APDSI. Na opinião de Dias Coelho este método poderá "dar origem a soluções robustas e capazes de levar ao redesenho organizacional".




De acordo com o responsável, outro dos pontos a ter em conta é a necessidade de cada entidade potenciar a promoção da melhoria das respectivas condições de desenvolvimento da actividade em que se insere e orientar os recursos organizacionais em função de objectivos eficazes. Por outro lado, deverá também ser tida em conta importância da complementaridade entre os sistemas de informação e os recursos humanos para que se atinja um acréscimo sustentado na produtividade e elevem as capacidades do tecido económico nacional.




A Carta Aberta da APDSI destaca ainda que o Governo deve comprometer-se a superar as metas acordadas na Estratégia de Lisboa e no plano de acção eEurope 2010 e salienta que o "os cortes orçamentais devem ser feitos de forma inteligente, compensando os gastos nos diversos sectores".




O documento apresentado hoje é o reflexo de uma carta de compromisso apresentada numa primeira fase ao governo de Durão Barroso e, posteriormente, ao actual primeiro-ministro José Sócrates. A demora na avaliação do projecto e o reencaminhamento do projecto para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, levaram a APDSI a retomar o trabalho de forma independente, transformando a carta de compromisso na Carta Aberta apresentada hoje publicamente.




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