
O número de funcionários da Google em Portugal e o investimento da empresa no mercado português é um segredo bem guardado, pelo menos para os jornalistas, como acontece, aliás, noutros países, mas o diretor geral para Portugal, José António Martinez Aguilar garante que existe vontade de continuar a investir. E que por ele tinha milhares de pessoas em Portugal e vários Centros.
“Todos os anos fazemos mais coisas, com as limitações naturais, mas temos alargado as iniciativas e as parcerias em Portugal”, explicou num encontro à margem do evento ThinkWithGoogle 2015 que decorreu ontem em Lisboa.
O investimento no apoio a startups é uma das áreas onde a empresa tem investido e onde José Aguilar vê grande potencial, sobretudo nas áreas do Turismo e eCommerce. “A ideia é contribuir ao máximo […] mostrar que é possível a partir de Portugal ganhar escala e chegar a qualquer lado do mundo”.
O diretor da subsidiária da Google elogia as condições que existem em Portugal, como o elevado nível de inglês, as competências no desenvolvimento de software, e junta a estas contas o investimento que já é feito por algumas instituições neste ecossistema. “Estamos aqui a trabalhar muito com startups e há muitas organizações a investir, como a Caixa Capital, e a Websummit a vir para cá”, refere. “Nós olhamos sempre para as oportunidades e aqui há oportunidades com as startups”, sublinha.
Uma boa montra desta aposta é o programa Ativar Portugal, onde a Google reúne informação sobre as ferramentas à disposição das empresas que estão a iniciar o seu projeto, com várias parcerias desenvolvidas com diversas instituições.
No evento ThinkWithGoogle 2015 esta aposta nas statups esteve bem presente, com a participação de empresas em estágio inicial com quem a Google tem parcerias, como a Uniplaces, a 360imprimir e a Science For You. Mas ao que parece não há planos para instalar uma incubadora como a que a Google tem em Madrid, e que até tem presença portuguesa.
Em rota de mudança para o Digital
Fora do âmbito das startups, que nascem já digitais, o panorama do mercado português na transformação digital é visto pelo diretor-geral da Google em Portugal como muito variável. “É preciso continuar a falar às pessoas e é preciso que as empresas entendam que é necessário aceleração na transformação Digital”, explica.
Há sectores que estão muito avançados, como o Turismo, onde o Turismo de Portugal já trabalha muito bem o mercado digital, sempre com um alcance global, mas há outros sectores mais tradicionais que têm de investir mais, como a banca, aponta José Aguilar.
“Vejo que as grandes empresas começam a mudar quando há uma razão competitiva, um challenger”, explica, admitindo que com a crise económica não é muito fácil para as empresas entrarem nestes processos de mudança, que exigem investimento, tecnologia e competências. Mas com a crise económica a melhorar é mais claro e é preciso investir, justifica o diretor da Google Portugal.
Tudo contado, “é um trabalho contínuo. Nós fazemos a nossa parte, as empresas fazem a sua parte e as instituições e os Governos têm de fazer também a sua parte”, descreve José Aguilar.
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