Os Estados Unidos apresentaram esta semana um plano para as infraestruturas com um conjunto de medidas para democratizar o uso da internet e levar a tecnologia a quem ainda não tem acesso. O America Jobs Plan foi revelado em simultâneo com outro pacote de medidas, que prevê novas regras fiscais para as grandes empresas, o America Tax Plan.  

Aí prevê-se que os impostos cobrados às grandes empresas vão passar de 21% para 28% e são introduzidas alterações às regras fiscais, para tapar os “buracos” que permitem realocar lucros para outras geografias e escapar aos impostos nos Estados Unidos. 

Enquanto comentava as novas medidas, Joe Biden usou o exemplo da Amazon para explicar o que não quer continuar a ver no país e recordou que a empresa de Jeff Bezos nunca pagou impostos federais, enquanto manteve a morada fiscal em Pittsburgh, na Pensilvânia. 

No documento apresentado pela Casa Branca, já se podia ler que 91 empresas na lista das 500 maiores da Fortune, segundo estudos, estão a “usar várias brechas para não pagar um único cêntimo em impostos federais”. Biden voltou a citar os dados, sublinhando que mostram o contraste com a realidade de uma família americana de classe média, que encaminha 20% dos seus rendimentos para os impostos federais, relata a Reuters.   

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Joe Biden clarificou que não tem intenção de punir a empresa por isso - até porque as manobras para contornar impostos não implicam ilegalidades - mas sublinhou que a situação simplesmente não está correta. 

Como recorda também a agência noticiosa, esta não é a primeira vez que Biden cita o exemplo da Amazon para falar em fuga aos impostos. Em junho de 2019, o ainda deputado, referiu a empresa para sublinhar que nenhuma companhia com lucros de milhões de dólares podia pagar menos impostos que um bombeiro ou professor. 

A Amazon entretanto já reagiu considerando que a política de créditos fiscais, agora considerada responsável pelas lacunas que permitem às empresas fugir a impostos, tem sido reiterada pelo Congresso na última década. 

“Se a política de créditos fiscais à I&D é uma lacuna é seguramente apoiada pelo Congresso. Os créditos fiscais à I&D existem desde 1981 e desde então foram reaprovados 15 vezes com apoio bi-partidário e tornados permanentes em 2015, numa Lei assinada pelo presidente Obama”. 

A reação surgiu no Twitter, onde uma porta-voz da empresa republicou uma declaração já proferida sobre o tema, pelo responsável de comunicação da Amazon, Jay Carney.  A Amazon terá escapado aos impostos federais até 2019. 

  

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