"Este foi o melhor ano de sempre, com a rentabilidade a crescer a 25%, melhoria no volume de negócios e no EBITDA, mas também no capital humano onde crescemos 23%", afirmou hoje João Martins, CEO da CilNet, num encontro com a imprensa.

A tecnológica portuguesa que opera na área dos serviços de TI fez em 2016/2017 uma aposta na reestruturação do modelo de operação com desenvolvimento do modelo de "as a service" o que lhe está a garantir uma sustentabilidade das receitas e um crescimento do volume de negócios, explicou o responsável pela empresa.

As receitas ultrapassaram os 18,5 milhões de euros, subindo 16% face a 2017, e também os indicadores do EBITDA e Resultados Líquidos apresentam crescimentos que estão claramente acima da média do mercado. Com um EBITDA de 906 mil euros em 2018, num crescimento de 33% e resultados líquidos de 268 mil euros, mais 25% do que no ano anterior.

"É assustadora a forma como a empresa está a crescer este ano, e vamos continuar a crescer", afirmou João Martins.

A área de managed services foi uma das que deu o principal contributo para estes resultados, e é uma das que mais tem crescido, mas a CilNet teve este ano também duas novas empresas, a Dxnet e a a Vxnet que "têm asas para crescer" nos domínios específicos em que operam de serviços e soluções Cisco e de virtualização com Citrix, refere o CEO da CilNet.

Como já tinha revelado no ano passado, a internacionalização continua a ser uma ambição da CilNet, numa lógica de proximidade na Europa, mas João Martins não avança para já metas concretas.

Crescer 25% em 2019

A partilha deste objetivo é mais "confortável" por já estarmos a meio do ano, como explicou João Martins, mas em linha com o ritmo de crescimento que a empresa tem tido. "Queremos crescimento de 25% e com a abordagem que temos tido, e os resultados até meio deste ano, acredito que vai ser acima deste valor", admitiu o CEO da empresa.

"Andámos a crescer em contraciclo muitos anos, agora não, e os valores estão empolados pela economia", afirma, reconhecendo que há confiança para os próximos anos embora admita que se surgirem situações de crise pode haver menos flexibilidade pelo crescimento grande da empresa.

Security Operation Center (SOC) para Portugal

Uma das áreas de aposta da CilNet ainda para este ano é a segurança e João Martins afirma que é objetivo da empresa ter um SOC para servir o mercado português, mas também outras geografias.

"Os nossos clientes querem um SOC com solução completa [...] Não há um verdadeiro SOC em Portuga", defende, admitindo que a CilNet tem tentado várias soluções para alargar a sua aposta nesta área mas que não encontrou ainda o melhor modelo, porque as hipóteses de aquisição não eram sustentáveis.

Isso pode mudar nos próximos meses e João Martins admite que em 2 a 3 meses pode ter um anúncio nesta área. "Não vou adiantar mais nada agora porque pode não se concretizar", confessou perante as perguntas do SAPO TEK.

Nota da Redação: Foi feita uma correção no terceiro parágrafo

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