A Comissão Europeia (CE) pretende anunciar a sua decisão quanto ao negócio resultante da proposta de aquisição hostil da Oracle à PeopleSoft no próximo dia 11 de Maio, avança a AFP citando fontes próximas ao executivo europeu.



A CE abriu inquérito à possível fusão entre as duas empresas em Novembro de 2003 e inicialmente ficou previsto que a decisão quanto às investigações seria conhecida a 30 de Março. Mas no mês passado, o executivo europeu afirmou que iria suspender temporariamente as investigações enquanto aguardava informação adicional requerida às duas empresas envolvidas.



Em Novembro, a Comissão revelava que a transacção merecia uma análise mais detalhada já que, a concretizar-se, representaria a diminuição do numero de intervenientes no relevante mercado do software empresarial europeu de três para dois, a Oracle e a alemã SAP.



Além de constatarem o impacto deste negócio no mercado das aplicações empresariais, os reguladores europeus também pretendem avaliar os potenciais efeitos do mesmo no mercado de bases de dados relacionais - o core business da Oracle.



A juntar ao parecer da CE, a aquisição da PeopleSoft necessita também da autorização do regulador do mercado norte-americano, que segundo última indicação, se deverá pronunciar, no máximo, até 2 de Março próximo (ver Notícias Relacionadas).



Recentemente, a PeopleSoft diz ter sido informada pelo Departamento de justiça norte-americano (DOJ) que a equipa da Divisão Antitrust da mesma entidade havia recomendado o bloqueio da proposta de aquisição hostil da empresa lançada pela Oracle.



A recomendação do pessoal do DOJ contra a fusão foi o último dado numa batalha de tentativa de aquisição hostil que já dura há mais de oito meses. A primeira proposta de aquisição da Oracle à PeopleSoft surgiu em Junho de 2003 e avaliava a empresa em 6,3 mil milhões de dólares. O valor subiu depois para os 7,5 mil milhões de dólares quando a PeopleSoft adquiriu a rival J.D. Edwards, no mês seguinte.



Há cerca de duas semanas atrás, a Oracle aumentou a oferta para os 9,4 mil milhões em dinheiro, proposta essa que foi mais uma vez recusada pelo conselho de administração da PeopleSoft.



A Oracle recusa-se contudo a desistir. "Enquanto não for tomada uma decisão, a Oracle acredita que a fusão será eventualmente aprovada", afirmava um porta-voz da empresa, citado pela AFP.



Embora os pareceres das entidades reguladoras sejam condicionantes do negócio, a Oracle também terá que convencer os accionistas da PeopleSoft, durante a reunião anual da empresa - marcada para o próximo dia 25 de Março -, a elegerem o conjunto de cinco directores que escolheu para substituir os actuais e assim controlar o conselho de administração da ainda rival.



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