O Conselho de Ministros aprovou hoje o regime da nova Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico que configura os objectivos, competências e estrutura orgânica do organismo. Tal como já tinha sido noticiado, esta entidade terá como missão a “coordenação global de um conjunto de medidas e políticas transversais", detalhou o ministro da Economia, em conferência de imprensa.



Sem adiantar grandes detalhes, Manuel Pinho explicou que este organismo terá responsabilidades na fixação do mapa das acções do governo na área tecnológica e da inovação, tendo em vista o reforço das condições de competitividade da economia e crescimento económico.



Manuel Pinho disse ainda que o coordenador responsável pela direcção deste organismo foi já escolhido pelo Primeiro-ministro e tomará posse na próxima semana. O cargo será da responsabilidade de José Tavares, um académico, que manterá aquelas responsabilidades ao longo de toda a legislatura governamental.



Para a execução do plano tecnológico, definido no Programa de Governo socialista, a Unidade de Coordenação pretende ainda contar com um Conselho Consultivo que deverá reunir nomes internacionais ligados a organismos de prestígio na área da inovação. Manuel Pinho admite já ter pensado em alguns nomes, mas remete para um momento posterior a apresentação da listagem de membros.



A reunião semanal de Conselho de Ministros aprovou ainda uma resolução que cria o Programa INOV Contacto, uma iniciativa de estágios internacionais para jovens licenciados ou formados no ensino profissional. A iniciativa reestrutura um programa já existente com nome idêntico (Contacto) mas segundo Manuel Pinho "é mais ambicioso ao nível do acompanhamento dos jovens envolvidos e do número de destinatários que pretende abranger".



A nova versão do programa pretende chegar a 500 jovens, já numa primeira fase, que receberão formação local, seguida de estágio no estrangeiro nas áreas da economia, gestão e marketing, engenharia, ciência e tecnologia e design. Os visados podem já exercer funções profissionais ou técnicas no mercado de trabalho.



A iniciativa é financiada por fundos comunitários e conta com uma verba de 25 milhões de euros para concretização dos estágios em Xangai, Helsínquia, São Paulo, Austin, São Francisco ou Seul.



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