Marco Costa, CEO da Critical Software assinalou hoje num encontro com a imprensa a visão positiva da tecnológica sobre o ano de 2013, onde as mudanças implementadas de investimento no desenvolvimento do negócio e no aprofundamento da estratégia internacional ajudaram a alavancar os resultados.

"Este investimento e a continuidade da aposta em I&D e em novas competências já começou a dar frutos e o sinal mais claro em 2013 foi o crescimento em novas encomendas, que aumentaram 70%, no maior valor de sempre na empresa", afirmou o CEO da tecnológica.

O volume de negócio ascendeu a 22,7 milhões de euros, registando a Critical Software um EBITDA de 7%, mas há outras métricas que permitem consolidar a fase de crescimento e amadurecimento da empresa, como a contratação de mais 90 colaboradores (que permitiu chegar aos 360) e a intenção de integrar este ano 50 novos quadros, principalmente na área de engenharia.

Para 2014 o objetivo da Critical Software é conseguir ultrapassar os 27 milhões de euros de volume de negócios, fruto dos contratos já conseguidos em 2013 e que estarão a ser implementados em 2014 e anos seguintes.

Os resultados conseguidos na captura de novos clientes e novas áreas de negócio resultaram de uma estratégia de desenvolvimento de novos produtos que abrangeu novas áreas geográficas e de negócio. O Brasil e África geraram novas oportunidades e a empresa desenvolveu 3 novos produtos na área de energias renováveis, sistemas de apoio a operações marítimas e gestão de edifícios inteligentes.

O próprio peso dos sectores de negócio está em alteração, e atualmente a aeronáutica e espaço, a área que está na génese da Critical Software, já tem um peso de apenas 35% da faturação, continuando a ser uma bandeira para o desenvolvimento de novos negócios numa estratégia que se quer replicar noutras áreas.

"Cada sector estratégico da Critical Software deverá ter um peso de cerca de 10% do negócio. Não queremos estar dependentes de um único sector e por isso traçámos uma estratégia de diversificação que temos vindo a aplicar", explicou Marco Costa.

A aposta na internacionalização está também no ADN da empresa. Atualmente mais de 80% do negócio da empresa já é originado em clientes internacionais, mas as competências de desenvolvimento de software mantêm-se sobretudo em Portugal, onde estão localizados 70% dos recursos humanos.

Depois do investimento feito no ano passado em novas competências e no alargamento das geografias onde está presente de forma direta ou através de parcerias, em 2014 a Critical Software não pretende alargar a sua presença a novos países.

Crescimento orgânico

O crescimento desenhado para este ano será feito de forma orgânica, embora a Critical Software, não afaste a possibilidade de de algumas aquisições, se fizer sentido. "Não está fora de questão. Há oportunidades que vamos avaliando mas estamos focados no crescimento orgânico", adiantou o CEO.

A estratégia do grupo está bem definida e Gonçalo Quadros, chairman e fundador da Critical Software, lembrou que o grupo tem uma estratégia clara de desenvolver a área de produto, tirando partido das competências adquiridas ao longo dos 15 anos e acelerando esta atividade.

"Portugal peca ainda pela muito incipiente capacidade de colocar tecnologia no mercado [...] ambicionamos ser um eixo importante nesta área", reforçou.

O Grupo Critical tem vindo a desenvolver uma estratégia de spin offs sempre que identifica uma área onde um produto pode ter desenvolvimento próprio e já conta atualmente com 7 empresas, seis das quais surgiram a partir da Critical Software.

Gonçalo Quadros não afasta a possibilidade de surgirem novos spin offs nem de usar o Fundo de investimento do Grupo noutros projetos, mas avisa que é preciso que estes estejam alinhados com a estratégia do grupo e façam sentido dentro da lógica criada.

Apesar dos resultados obtidos na empresa "core" do grupo e no desenvolvimento alcançado nos últimos 15 anos, Gonçalo Quadros continua a mostrar alguma cautela em relação à qualificação do sucesso para a Critical. "Só consideramos ter tido sucesso se chegarmos ao fim do percurso com várias empresas bem sucedidas", justifica.

A empresa estreou hoje uma nova imagem corporativa que afirma estar preparada para os desafios de crescimento no mercado nacional e internacional.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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