As necessidades do negócio e da gestão, a par das tendências de produtos e soluções de TI, estão em foco no IDC Directions 2010, a conferência anual da consultora em Portugal que este ano reúne no Centro de Congressos do Estoril mais de 1.000 decisores de empresas e organismos portugueses.

A forma como as empresas podem reagir a um ambiente económico marcado pela volatilidade - uma forma simpática de classificar a crise económica - foi precisamente o tema dominante da sessão de abertura, onde Cort Isernhagen, vice-presidente de análise da indústria da IDC, marcou presença. "As empresas estão cada vez mais focadas no negócio e na redução de custos, que foi identificada como a principal preocupação de 60% das empresas nos próximos 12 a 18 meses", sublinha este responsável.

Mas esta estratégia tem riscos e o simples enfoque na redução de custos, criar eficiências e optimizar as estratégias pode causar perda de competitividade a prazo. "As empresas que assumirem riscos nesta fase são as que vão sair melhor da crise", reconhece Cort Isernhagen.

De acordo com uma análise às respostas de um inquérito da IDC a gestores, as empresas focam actualmente 80% dos seus investimentos em eficiência operacional, e apenas 20% na efectividade desses investimentos. O vice-presidente da IDC acredita que é preciso que as empresas repensem este equilíbrio. "Este ano a economia obriga-nos a focar em estratégias de curto prazo, mas rapidamente temos de voltar a pensar em estratégias de longo prazo", refere.

A inovação contínua mantém-se a chave para que as empresas garantam a competitividade, e os clientes de TI procuram cada vez mais ofertas inovadoras nas soluções e na relação com os parceiros, com pagamento por performance. "Já falamos neste modelo há anos mas nos últimos meses as pessoas referem cada vez mais estas soluções, de pagamento por utilização, que estão também ligados ao novo paradigma de cloud computing", explica Cort Isernhagen.

O vice-presidente da IDC para a área da indústria aponta ainda cinco das melhores práticas para as empresas gerirem este ambiente de economia volátil, focando-se em automatizar ao máximo as operações, gerindo apenas as excepções, desenvolvendo processos formais para gerir a inovação e aumentando a transparência aos vários níveis da organização. A assunção de riscos calculados faz parte desta check list, até porque só quem conseguir fazê-lo poderá sair da crise em melhor forma, e as empresas nunca devem esquecer a eficiência operacional, embora esta deva ser orientada com a procura de resultados do investimento, na tal efectividade exigida ao negócio.

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