As empresas que mais investiram em tecnologia durante a pandemia conseguiram crescer mais rapidamente, concluiu um estudo da Accenture. A aposta em tecnologias como a cloud, inteligência artificial e outras, permitiu às empresas que mais investiram (Leaders) crescer cinco vezes mais depressa que as concorrentes, com investimentos mais conservadores e que serviram sobretudo para manter o negócio a funcionar (Laggards). Esta diferença já existia, mas o que a pesquisa Make the Leap, Take the Lead veio mostrar é que esse impacto entre os dois tipos de estratégia de investimento aumentou, do dobro para cinco vezes. 

No universo analisado pela Accenture foi identificado um novo grupo de empresas (Leapfroggers), onde encaixa 18% da amostra. Destacam-se das restantes por terem adotado estratégias tecnológicas mais agressivas durante a pandemia, que acabaram por traduzir-se numa vantagem competitiva. 

Na comparação com as congéneres que já se destacavam pela aposta em tecnologia, estas empresas estão a conseguir fazer crescer os seus negócios quatro vezes mais depressa.  Destas, 67% alcançaram estes resultados também por terem decidido investir agressivamente em tecnologia durante a pandemia para explorar áreas de negócio que até então não eram centrais para a sua atividade.  

Sobre o mesmo grupo, a pesquisa apurou por exemplo em relação à cloud, que 80% das Leapfroggers adotaram tecnologias cloud ainda em 2017 e que no ano passado essa era já uma realidade para 98% das organizações com estas características. 

Ainda assim, no grupo das empresas classificadas como Leaders a tecnologia também desempenhou um papel importante na resposta à pandemia: mais de 70% fizeram crescer os seus investimentos em segurança na cloud durante o ano passado, 68%, apostaram em soluções cloud híbridas e a maioria aumentou investimento em tecnologias como a Internet of Things(70%), ou o machine learning (59%). 

"Este estudo mostra que as empresas líderes adotam tecnologias inovadoras mais cedo e realizam investimentos mais frequentes do que os seus pares", explica Pedro Galhardas, managing director, responsável pela área de Strategy & Consulting na Accenture Portugal. "São empresas que se concentram não apenas na implementação de novas tecnologias, mas também nas etapas críticas necessárias para garantir, com sucesso, a sua adoção em toda a empresa”. 

Destacam-se também por procurarem incluir formas de trabalho mais ágeis e pelos esforços para adaptar a cultura da empresa aos valores da inovação e formação dos colaboradores. 

"O estudo da Accenture avaliou as empresas de acordo com o conceito de ‘Systems Strength’, que mede o nível de adoção tecnológica, a aplicação de tecnologias em larga escala e o nível de preparação organizacional e cultural para a inovação”, clarifica Rui Barros, managing director responsável pela área de tecnologia, na Accenture Portugal

A pesquisa auscultou 4.300 pessoas, classificou as empresas como ‘Leaders’ (10%), ‘Leapfroggers’ (18%) e ‘Laggards’ (25%), e analisou o desempenho financeiro de cada grupo.

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