A Activision Blizzard está a dar que falar, porém, os motivos não são os melhores. A conhecida editora de videojogos enfrenta um escândalo relacionado com a atuação dos seus executivos, em particular do CEO Bobby Kotick, que alegou não ter conhecimento do que se estava a passar, relativamente a múltiplos casos de assédio sexual, assim como de conduta imprópria em ambiente de trabalho, reportados pelas funcionárias.

A polémica “estalou” em julho deste ano, quando o Department of Fair Employment da Califórnia submeteu um processo judicial contra a empresa, e o caso aumenta agora a sua dimensão com a publicação de uma investigação levada a cabo pelo jornal The Wall Street Journal, que detalha que Bobby Kotick tinha, na verdade, conhecimento das situações que se estavam a passar, mas terá optado por escondê-las e por proteger os culpados, tendo ele mesmo tido uma conduta imprópria em relação a funcionárias da editora.

Em resposta à publicação de nova informação sobre a polémica, Phil Spencer, líder da Xbox, revela que poderá cortar ligações com a editora de videojogos. Num email enviado ao staff da sua empresa, ao qual a Bloomberg teve acesso, o responsável explica que está “profundamente perturbado pelas ações e situações horríveis” que se passaram na Activision Blizzard, acrescentando que “este tipo de comportamento não tem lugar” na indústria.

Mas o patrão da Xbox não é o único a expressar o seu desagrado com o comportamento da editora. Também Jim Ryan, presidente da PlayStation, enviou uma nota aos colaboradores da sua empresa, indicando que estava “desapontado e francamente chocado” com a atuação da Activision Blizzard, que, “não tomou medidas suficientes para lidar com uma cultura de discriminação e assédio profundamente enraizada”.

Do seu lado, a editora responde numa declaração à imprensa internacional que “respeita o feedback dado pelos seus parceiros” e que “continua a interagir” com os mesmos. “Temos vindo a detalhar as mudanças importantes que implementamos recentemente e vamos continuar a fazê-lo, afirma. A Activision Blizzard indica ainda que se compromete a assegurar que a sua “cultura e locais de trabalho são seguros, diversos e inclusivos”.

Embora os diretores da empresa tenham expressado o seu apoio em relação a Bobby Kotick, um grupo de investidores exigiu recentemente a remoção do CEO. Para já, mais de 1.000 funcionários da Activision Blizzard assinaram uma petição para remover Bobby Kotick da editora. Em paralelo, a A Better ABK, a aliança criada por funcionários, criou uma segunda petição online, direcionada a todas as pessoas interessadas em apoiar a sua causa.

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