O sistema de voto electrónico foi defendido esta semana como a solução de futuro para a democracia em Portugal. Existem já experiências práticas da modernização dos sistemas eleitorais em vários países, incluindo Portugal, que contam com a participação da Unisys Portugal e da Election Systems & Software, empresa que fornece soluções para eleições.

O potencial para minimizar as altas taxas de abstenção registadas nos últimos anos, a facilidade do registo do eleitor , o conforto de se poder exercer o direito de voto em qualquer lugar com a garantia de segurança foram as vantagens apresentadas por Paul Docker, director do departamento de assuntos constitucionais do Reino Unido.

Portugal também aderiu às iniciativas de voto electrónico, tendo realizado a mais recente experiência nas legislativas do dia 20 de Fevereiro deste ano, que cativou a participação de 13.191 eleitores. Destes, 8.824 participaram na componente presencial da experiência realizada nas mesas de voto dos cinco candidatos a Primeiro-ministro, contando com a participação da Unisys Portugal e a ES&S. A iniciativa partiu da Agência para a Sociedade do Conhecimento e registou um crescimento de 33 por cento de eleitores face ao ano anterior.

A utilização de equipamentos adequados aos cidadãos com necessidades especiais e o registo do voto em papel, para permitir uma maior transparência e garantir a segurança dos eleitores foram as novidades introduzidas este ano no projecto piloto.

Para além de Portugal, o sistema tem vindo a ser adoptado em outros países, nomeadamente Reino Unido, Alemanha, Bélgica, França, Brasil, Guatemala, Irlanda, Japão e Suiça, como uma oportunidade para facilitar a gestão do processo eleitoral.

O Reino Unido também aderiu à modernização dos seus sistemas de voto, introduzindo procedimentos novos através do telefone, Internet ou SMS e da televisão digital. A Unisys e a ES&S participaram também neste país numa votação multicanal para o Office of the Deputy Prime Minister, onde apresentaram um método que englobava a votação por telefone, gravação directa por via electrónica, SMS e ainda métodos tradicionais de papel.

As empresas envolvidas no projecto acreditam que a iniciativa contribui para o desenvolvimento do processo eleitoral e consequentemente para o papel da democracia, nomeadamente em Portugal devido às diferentes realidades em que se encontram os cidadãos.

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