Um estudo que fez a análise de 25 mil currículos de funcionários da Huawei encontrou ligações entre uma parte destes trabalhadores e agências militares e de inteligência chinesas. Christopher Balding, da Universidade Fulbright do Vietnam, processou dados de um conjunto de mais de 590 milhões de currículos que ficaram disponíveis online, através de um leak, no ano passado.

Com a ajuda de três investigadores britânicos da Henry Jackson Society, Balding analisou uma amostra de 65 mil currículos, dos quais cerca de 25 mil pertenciam a atuais ou antigos funcionários da Huawei. Pesquisando esse subconjunto, a equipa encontrou mais de 100 indivíduos com experiência prévia na área da segurança nacional, escreve a Zdnet.

A Huawei está atualmente envolvida numa guerra comercial com os Estados Unidos, que considera que a empresa atua como um canal para a espionagem do governo chinês e, como tal, constitui uma séria ameaça à segurança americana.

Embora este estudo não seja conclusivo, é possível que venha contribuir para o aumento da tensão entre a administração de Donald Trump e a gigante tecnológica chinesa, que continua a negar todas as acusações.

A Huawei manifestou o seu ceticismo em relação aos resultados do estado, afirmando ao Financial Times que espera que qualquer outra investigação que venha a ser feita “contenha menos conjeturas ao tirar as suas conclusões".

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