De acordo com um estudo recente realizado pela Comissão Europeia, relativo a Abril de 2002, o eGovernment na Europa evoluiu claramente face à análise anterior, datada de Outubro de 2001, com a oferta e interactividade dos serviços públicos a aumentarem em dez pontos percentuais, atingindo os 55 por cento. O estudo indica ainda que mais de 80 por cento dos fornecedores de serviços públicos estão actualmente disponíveis online, num crescimento de 6,5 por cento face aos resultados de Outubro.



Os resultados demonstraram que o grau geral de disponibilidade online dos serviços públicos nos países observados é de 55 por cento, a meio caminho para a transacção completa através da Internet. Comparativamente aos 45 por cento obtidos em Outubro de 2001, esta análise indica que se evoluiu bastante num curto período de tempo, defende a Comissão Europeia.



Ao mesmo tempo, podem-se encontrar diferenças significativas entre os vários serviços públicos. Entre os serviços avaliados, 12 são dirigidos aos cidadãos e oito às empresas. No geral, os serviços dirigidos às empresas estão mais desenvolvidos do que aqueles que são destinados aos cidadãos (68 por cento contra 47 por cento), e têm evoluído de forma mais rápida.



Entre as categorias de serviços públicos, aqueles que geram receita são os mais desenvolvidos (impostos) com 79 por cento, seguidos pelos serviços de registo (registo de automóveis e de novas empresas) ou de retorno, como a segurança social. Os serviços relacionados com a entrega de documentos continuam a ser os menos desenvolvidos na Web (41 por cento).



Embora o progresso se tenha observado em quase todos os países, há uma grande diferença entre os resultados obtidos, com as médias a variarem entre os 22 por cento e 85 por cento. Serviços públicos como os impostos - tipicamente disponibilizados ao nível do governo central - são os mais desenvolvidos na Internet e também aqueles onde se notou mais desenvolvimento.



Além disso, o estudo indica que os serviços públicos relativamente simples muitas vezes disponibilizados ao nível dos governos locais, como as bibliotecas, evoluiram para as soluções de portal orientado para o utilizador. Já os serviços mais complexos, como as contribuições sociais, necessitam de um esforço considerável na reorganização offline para poderem oferecer interactividade online.



Os serviços públicos que envolvem procedimentos altamente complexos e que são fornecidos a nível local estão na sua maioria na fase da mera informação online. Contudo pode ser visto algum progresso com a utilização de soluções de portal combinadas com a centralização de informação e formas. A Comissão salienta que estes serviços só poderão atingir o estádio de transacção total quando forem suportados por processos compreensivos de re-engenharia.



Conduzido em Abril de 2002 pela Cap Gemini Ernst & Young como parte da iniciativa "Benchmarking eEurope" da Comissão Europeia, o estudo avaliou 20 serviços públicos básicos nos quinze países da União Europeia, e ainda na Islândia, Noruega e Suiça. No mesmo estudo foi observada uma amostra representativa de mais de 10.000 fornecedores de serviços públicos entre os 18 países mencionados.



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