O volume de negócios da Compaq Portugal registou um crescimento global de 15 por cento em 2001 comparativamente ao ano anterior, revelou hoje a empresa em conferência de imprensa. Um crescimento que pode ser traduzido em receitas alcançadas de 235,6 milhões de euros (47,2 milhões de contos), quando no ano 2000 o volume de vendas se quedou pelos 205,6 milhões de euros (41,2 milhões de contos).



De lucro a empresa não fala, mas Vasco Matafome, director geral da Compaq Computer Portugal, confirmou que a rentabilidade de 2001 foi superior à registada no ano anterior.



Embora tenha contribuído com 114,3 milhões de euros para a facturação global (22,9 milhões de contos), o negócio de PCs cresceu apenas 8 por cento em 2001, facto que, segundo Vasco Matafome, poderá encontrar justificação no fraco investimento das grandes contas nesta área, durante o ano passado. O director geral da Compaq Portugal prevê que os PCs continuem a ser a área de menor crescimento durante 2002. Já a divisão de servidores da mesma empresa registou um crescimento de 20 por cento, enquanto na unidade de serviços se obteve uma subida de 24 por cento.



Dentro da área de serviços, a parte profissional registou uma facturação de 23 milhões de euros, que quando comparada aos 15,5 milhões de euros (3,1 milhões de contos) conseguidos no ano 2000 é representativa de um crescimento na ordem dos 49 por cento. Já a secção de serviços a clientes obteve um crescimento de 10 por cento face a 2000, traduzido numa facturação de 32,7 milhões de euros (6,5 milhões de contos).



A subida de 20 por cento na área de computação empresarial - que diz respeito aos servidores e armazenamento de dados - compreende uma facturação global de 65,6 milhões de euros (13,1 milhões de contos), comparativamente aos 54,6 milhões de euros de 2000.



Sem mencionar valores, Vasco Matafome revelou ainda que a facturação da Compaq na chamada região EMEA (que inclui a Europa, Médio Oriente e África) foi inferior à registada no ano 2000.



Em 2001, a IDC atribui à Compaq Portugal uma quota de mercado global de 24,2 por cento, segundo dados divulgados pela empresa de tecnologia durante a conferência de imprensa. A mesma consultora apurou que a empresa dirigida por Vasco Matafome lidera em todos os segmentos de produto, nomeadamente nos desktops, onde apresenta uma quota acumulada de 20,5 por cento - embora se tenha registado uma quebra de 1,5 por cento no número de unidades vendidas face a 2000 -, nos portáteis, com 33,1 por cento e nos servidores Intel, com 41,7 por cento do mercado.



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