Dois de Outubro foi o primeiro dia oficial da junção da PwC Consulting com a IBM e, em Portugal, nestas duas semanas já se fez muito em termos de integração das duas áreas e criação da nova unidade de negócios, a Business Consulting Services, explicou José Joaquim de Oliveira, administrador-delegado da IBM Portugal, esta manhã aos jornalistas. Admitindo que estes meses depois do anúncio da intenção de adquirir a PwC (que aconteceu em finais de Julho) foram de grande trabalho, o responsável da IBM em Portugal confirmou que até Dezembro a integração estará completa.



Neste momento as equipas já se apresentam ao mercado como IBM Business Consulting Services, apesar de ainda estarem fisicamente separadas, adiantou José Joaquim de Oliveira. Reforçou ainda a ideia de que uma das grandes preocupações da empresa se centra na continuidade do negócio junto dos clientes, de forma a que estes não sintam negativamente o impacto da fusão.



José Joaquim Oliveira explicou que segundo a sua visão, "esta era a aquisição certa para a IBM. O administrador-delegado da empresa afirma que em termos de hardware a empresa é já líder e auto suficiente e não precisa de comprar outras empresas nesta área, sendo a maioria das aquisições efectuadas nos últimos anos na área de software, entre as quais se contam a recente Informix e ainda as emblemáticas Lotus e Tivoli.



"Nos serviços havia algo que precisavamos de melhorar e oferecer aos nossos clientes e, na gama vasta que a IBM já oferecia, aquela onde precisavamos de dar um salto qualitativo e quantitativo era na consultoria", justifica José Joaquim Oliveira. Referindo que actualmente os serviços são responsáveis por cerca de 55 por cento da facturação da IBM em Portugal - um valor que se situa acima da média da IBM Corporation - o administrador-delegado espera que com esta fusão as receitas na área da consultoria mais do que dupliquem no próximo ano.



António Raposo de Lima, director da divisão de IBM Global Services, salientou que para além das receitas, a aquisição da PwC reforça a liderança que a IBM já detinha na área de serviços em Portugal. "Com a fusão da PwC vamos ganhar 3 pontos em market share", chegando assim aos 20 por cento de quota de mercado, afirma este responsável.


Defendendo que existe uma grande complementaridade na oferta de valor das duas empresas, António Raposo de Lima explica que agora é possível oferecer serviços one stop shop e soluções tecnológicas end-to-end.



Em termos de recursos humanos, a junção das duas empresas deverá gerar uma divisão com cerca de 30 mil funcionários a nível mundial. Em Portugal, e embora esse número ainda não esteja completamente apurado, a Business Consulting Services deverá ficar com 300 funcionários, 150 oriundos da PwC Consulting e outros tantos da IBM. A este número deverão ser somados cerca de 200 empregados da área da Business Process Outsourcing da PwC, um serviço também integrado na nova unidade.


Afastando para já a hipótese de despedimentos, António Raposo de Lima considera que a nova divisão está bem dimensionada para dar resposta às exigências do mercado este ano e também em relação às previsões para 2003. Alguns ajustamentos poderão surgir "numa adaptação normal ao mercado". João Pacheco de Castro, anterior partner da PwC Consulting em Portugal, garantiu mesmo que em Portugal existem poucas áreas de sobreposição de negócio identificadas que possam justificar redução de funcionários.

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