A empresa portuguesa ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade vai estar uma semana numa missão empresarial ao Centro Aeroespacial da Agência Espacial Europeia (ESA) na Guiana Francesa.

Durante esse período, que servirá para detalhar alguns projetos e traçar perspectivas de futuro, os engenheiros do ISQ vão testar diversos foguetões espaciais, esclarece em comunicado o presidente da empresa, Pedro Matias.

Aquela que é a única entidade portuguesa presente, em permanência, no Spaceport de Kourou, desde 2004, fechou no ano passado um contrato no valor de três milhões de euros com o CSG - Centre Spatial Guyanais, localizado na Guiana Francesa.

Lançamento de veículo espacial europeu tem mãos portuguesas
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O acordo, que abrange a prestação de serviços de apoio à operação, montagem, integração e teste de foguetões, vai permitir que o ISQ continue presente no CSG, de forma permanente, até 2022.

Para Pedro Matias isso é sinal de que a “engenharia portuguesa tem vindo a consolidar a sua presença e é hoje uma referência no Centro Espacial Europeu onde são lançados os foguetões de três sistemas: o Ariane 5, o Soyuz e o Vega”, acrescentando que “este centro espacial tem uma cota, do mercado mundial de satélites geoestacionários civis, superior a 50%”.

Isso significa que “mais de metade dos satélites geostacionários colocados em órbita nos últimos anos tiveram o acompanhamento de engenheiros do ISQ”, pelo que “Portugal tem todas as condições para crescer neste sector e o trabalho feito por várias empresas portuguesas é reconhecido internacionalmente como de excelência”, defende o responsável.

Segundo o presidente do ISQ, “nos vários projectos que temos desenvolvido no Centro Aeroespacial da Guiana já faturámos mais de 11 milhões de euros, o que é notável para Portugal e na venda de serviços num sector como o aeroespacial”.

O Instituto tem também em curso um projeto de desenvolvimento de tecnologia, para a ESA, cujo objetivo é identificar alternativas aos revestimentos com crómio assim como integra um consórcio, liderado pela portuguesa Amorim Cork Solutions, que está a desenvolver uma cápsula que utiliza cortiça e que vai permitir recolher de forma mais eficaz e eficiente amostras em Marte.

No entanto, a empresa não pretende ficar por aqui, afirma Pedro Matias, referindo que há uma grande ambição e vontade de inovação no desenvolvimento de novos projetos como, por exemplo na área da realidade aumentada.

“A possibilidade de utilizar a tecnologia de realidade aumentada para a realização de inspeções irá permitir uma redução do erro humano, maior rapidez no processo de decisão e menores custos operacionais, o que é uma enorme vantagem competitiva”, esclarece o responsável pelo Instituto de Soldadura e Qualidade.

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