Como seria de esperar, o presidente e CEO da
Cisco ficou encarregue de fechar a conferência de três dias que a empresa organizou em Chicago e que foi totalmente dedicada à Internet das Coisas, e à Internet de todas as Coisas (Internet of Everything), dois dos conceitos que estão atualmente no centro da estratégia da companhia e que já suportam uma parte significativa da receita.

“No ano passado tudo o que estava relacionado com o IoT eram promessas. Nós acreditávamos mas o mercado não estava pronto. Em poucos meses tudo mudou”, garantiu John Chambers durante uma apresentação no IoT World Forum, onde fez questão de descer do palco até ao nível da audiência e onde houve espaço para uma conversa com o Presidente da Câmara de Chicago e demonstração extensa dos produtos da Cisco que suportam a estratégia da Internet das Coisas.

Num encontro com os jornalistas, John Chambers reforçou a confiança de que a Cisco está no bom caminho, e de que a Internet das Coisas não será um flop, e está longe de se tornar uma “bolha” como as dotcom no início do século XXI.

Há cerca de um ano o presidente da Cisco tinha avançado um número que acabou por surpreender o mercado: a Internet das Coisas vai representar 19 mil milhões de dólares em receitas no espaço de 10 anos. Um ano depois, com o mercado mais maduro e muitas implementações a avançar na área das cidades inteligentes e na indústria, John Chambers não retira nada ao valor apresentado e admite que até pode ser conservador.

Atualmente a área de IoT/IoE da Cisco está a crescer cerca de 40%, o que pode não ser suficientemente rápido, mas a oportunidade está lá e só no sector privado deverá ser de 14,4, enquanto no sector público deverá atingir os 4,6, com 60 implementações, adiantou em resposta ao TeK. A chave está em fazer com que todo o ecossistema responda de forma eficiente a este desafio, quer do lado das organizações na implementação e desenvolvimento das soluções, quer do lado dos fornecedores com a oferta de serviços e produtos que tragam valor acrescentado.

A Cisco apresentou no IoT World Forum um modelo de referência para a Internet das Coisas que pretende criar uma linguagem comum para todas as empresas que estão a trabalhar nesta área. E mostrou que consegue juntar uma série de parceiros em torno de uma ideia e trabalhar com empresas como a Intel, IBM e Oracle, entre outras, em soluções comuns embora queira manter a liderança do processo.

“O ecossistema é importante. Estamos habituados a trabalhar em parceria, sempre funcionámos assim. Mas também não somos ingénuos: em empresas onde uma parte importante do portfólio se sobrepõe estamos a falar mais em interoperabilidade do que em parceria”, justificou, mesmo sem adiantar nomes de quais as empresas que podem não ter tanta compatibilidade e juntar-se a este ecossistema.

A confiança foi a nota dominante da apresentação de John Chambers e da conferência de imprensa mas também por isso se impunha a questão: O que mantém o presidente da Cisco acordado à noite?

Em resposta ao TeK John Chambers assume que há duas questões que lhe tiram o sono, uma relacionada com a Cisco e outra mais pessoal. A primeira é o reconhecimento de que a Cisco está a liderar este mercado e que está no pico da inovação, subsistindo a interrogação sobre se vai conseguir manter este ritmo durante muito tempo.

A nível mais pessoal John Chambers confessou que está muito envolvido com os problemas de saúde de alguns dos colaboradores da empresa e que tenta intervir pessoalmente em situações mais extremas, uma das quais envolveu o filho de um colaborador que contraiu uma doença grave e rara durante umas férias na américa do sul e que exigiu um repatriamento rápido e um apoio extra à família.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

Nota da Redação: A jornalista viajou até ao IoT World Forum a convite da Cisco

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