Fazer da capital portuguesa um berço para novos projetos com potencial global foi o sonho que fez nascer o Lisbon Challenge e que está a transformar-se em realidade. Em duas edições o programa de aceleração recebeu mais de 800 candidaturas para um pouco mais de 100 vagas.

A maioria das startups que se propõe ao programa são estrangeiras, mas a iniciativa tem mantido uma representação sólida de empresas portuguesas, que por esta via têm garantido suporte no desenvolvimento de protótipos, acesso a financiamento e recursos para montar uma estratégia adequada às necessidades do mercado.


O Lisbon Challenge foi desenvolvido pela Beta-i, uma associação focada nos temas do empreendedorismo, e inspira-se numa das referências mundiais dos programas de aceleração, o MassChallenge de Boston. Propõe às empresas três meses de imersão em workshops, eventos de networking e mentoring.


Neste período, o objetivo é criar condições para definir (ou redefinir) estratégias e traçar planos certeiros para chegar ao mercado. Uma rede de 200 mentores, onde se incluem gestores de referência e outros empreendedores nacionais e internacionais suporta todo o programa, que se inicia com um bootcamp e termina com apresentações a investidores. Primeiro em Portugal e para um leque de finalistas também em cidades como Londres, Boston ou São Paulo.
A quem pode interessar o programa?


O programa aceita candidaturas de startups com diferentes níveis de maturidade. Desde empresas com um conceito por desenvolver, àquelas que já criaram um protótipo e que já estão a abordar o mercado.


Na edição de estreia e naquela que agora decorre e que se prolonga até 25 de julho, a predominância é de startups já com um protótipo funcional desenvolvido e com os primeiros clientes em carteira, que procuram o programa para orientar uma estratégia de produto e de mercado.

Entre edições, a iniciativa sofreu alterações que acomodam uma aprendizagem da organização em relação ao que as startups procuram e àquilo que o programa lhes pode dar, com a tónica hoje ainda mais colocada na exposição a potenciais investidores, como explica Pedro Vieira, presidente da Beta-i.


A associação também decidiu reduzir a menos de metade o número de startups admitidas em cada edição, apostando num desdobramento do programa em duas edições anuais de primavera e outono. É uma forma a garantir que as startups eleitas têm um acompanhamento mais próximo e mais estendido no tempo. Aos três meses de aceleração do formato original juntam-se agora mais seis meses de incubação para os projetos de demonstrem maior potencial de mercado. Cerca de 20% das 30 startups que agora participam na edição de primeira terão acesso a esta oportunidade.


O universo de atuação empresas elegíveis também está agora mais focado em produtos com um ciclo de desenvolvimento relativamente curto e necessidades de capital abaixo dos níveis que se exigem a projetos na área da indústria, por exemplo.


Web, mobile, wearable technologies e software são as áreas fortes no Lisbon Challenge. Os mercados a que estas soluções se dirigem podem ser os mais diversos mas destacam-se o gaming, turismo, e-commerce, educação, turismo, energia ou educação, ou outros.


O ajuste pretende maximizar o potencial de sucesso, de uma iniciativa que além da formação dá às startups um elevado nível de exposição a investidores internacionais e programas de aceleração de escala mundial. No balaço da edição de estreia do Lisbon Challenge, das 74 empresas participantes três acabaram por garantir acesso ao acelerador norte-americano i-combinator e outras tantas foram investidas pelo fundo Seedcamp. Durante e após o Lisbon Challenge 2013, as startups que passaram pela iniciativa tinha, levantado mais de 20 milhões de euros em investimento. As candidaturas para a edição de outono do programa abrem em breve.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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