Na sequência da notícia sobre o facto da Google estar a utilizar dados da Mastercard para rastrear compras feitas offline, avançada pela Bloomberg, a entidade bancária emitiu um comunicado referindo que as premissas das informações estão erradas. “A forma como a nossa rede trabalha impede-nos de conhecer um-a-um os itens que um consumidor compra, seja numa loja normal ou numa loja virtual”, refere fonte da Mastercard ao SAPO TEK.

No comunicado é reforçado que nenhuma informação pessoal ou das transações são fornecidas, já que é a única forma de assegurar a expectativa de privacidade dos seus clientes e comerciantes que trabalham com a rede bancária. Sempre que uma transação é processada, a entidade vê o nome do comerciante e o valor total da compra, mas nunca os elementos específicos da mesma.

A informação vai de encontro às declarações da Google, que referiu que a sua ferramenta não lhe dava acesso a nenhuma informação pessoal dos cartões de crédito dos clientes dos seus parceiros, neste caso a Mastercard.

No esclarecimento da entidade bancária é referido que “os nossos serviços de avaliação de media dão aos comerciantes, e aos parceiros que estes entenderem, uma medida da eficácia das suas campanhas de publicidade”. Nestes casos, o comerciante dá à Mastercard informação sobre as campanhas que faz, tal como a data de início e fim das mesmas. A Mastercard entrega ao comerciante a análise de tendência de gastos dentro dessa janela temporal, lê-se no comunicado.

“Neste serviço, a Mastercard dá aos comerciantes, e aos parceiros que estes entenderem, tendências baseadas em dados agregados e anónimos, tal como a média de cada compra efetuada e volume de vendas”, refere a fonte da empresa. Nesse sentido, a entidade bancária refere que não providencia qualquer tipo de informações que sirvam para rastrear, veicular ou medir a eficácia de campanhas dirigidas individualmente aos consumidores.

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