No dia 12 de Outubro terminava o prazo dado pela juíza Colleen Kollar-Kotelly para que a Microsoft, o Departamento de Justiça norte-americano e os 18 estados envolvidos no processo de violação de concorrência chegassem a um acordo. Como a consonância não foi conseguida entre as partes, a juíza nomeou agora um mediador para auxiliar o processo.


Eric Green, um professor de direito da Universidade de Boston, foi o especialista nomeado pela juíza pela sua especialidade no campo da resolução de disputas fora do tribunal. A ordem foi emitida no final do dia de sexta-feira e de acordo com o jornal New York Times, foi recebida pelas partes envolvidas no Sábado de manhã.



A juíza Colleen Kollar-Kotelly mostra assim mais um esforço para conseguir que a Microsoft e o Departamento de Estado cheguem a um acordo extra-judicial, uma vontade que havia já demonstrado anteriormente. No caso de as conversações falharem, a juíza estabeleceu que novas audiências do tribunal deverão ser realizadas em Março com vista a determinar que sanções serão aplicadas para impedir violações futuras da lei antitrust pela Microsoft.



Ainda na semana passada a Microsoft viu a sua situação jurídica piorar, já que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos recusou o seu apelo de anular a decisão de 28 de Junho do Tribunal de Apelo para o distrito de Columbia. Também do lado da Comissão Europeia, onde um processo de abuso de posição de monopólio decorre em paralelo com o dos Estados Unidos, foi divulgado um relatório bastante duro para a empresa de software, embora o comissário da concorrência Mário Monti tenha posteriormente afirmado que é prematuro que a União Europeia possa decidir multar a empresa americana.

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