A Nokia confirmou o despedimento de 4.000 funcionários até ao final do ano, em resultado das alterações que irá fazer relativamente à produção de smartphones nas fábricas na Finlândia, Hungria e México, que será transferida para a Ásia.

A fabricante refere, num comunicado enviado à imprensa, que as unidades fabris de Salo, Komarom e Reynosa deixarão de fazer a assemblagem dos equipamentos, ficando reservadas à "costumização de produto", principalmente para as regiões da Europa e Américas.

"As medidas resultam da revisão das operações de produção de smartphones que a Nokia anunciou no passado mês de Setembro e destinam-se a melhorar a competitividade da empresa no mercado global dos dispositivos móveis", refere-se na nota de imprensa.

As linhas de montagem serão transferidas para fábricas na Ásia, pela sua proximidade com os produtores de peças e componentes, com o objetivo de melhorar o time to market dos produtos.

"Trabalhando mais próximo dos nossos fornecedores, acreditamos que podemos lançar novos produtos no mercado mais rapidamente e, consequentemente, ser mais competitivos", afirma Niklas Savander, vice-presidente da Nokia para a área de Mercados.

De acordo com os dados mais recentes da IDC, a empresa finlandesa continuava a liderar o mercado mundial de telemóveis no último trimestre de 2011, quando vendeu 113 milhões de terminais, embora nesse período tenha visto a sua quota baixar 8,2%, para os 30,7%.

A Samsung era na mesma altura a "número dois", com uma fatia de mercado de 22,8%, e a Apple ocupava a terceira posição do top de fabricantes, com 8,7% de quota.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Patrícia Calé

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