A Novabase encerrou 2004 com um volume de negócios de 171,6 milhões de euros, num crescimento de 33,9 por cento. Para este ano o objectivo é chegar aos 200 milhões de euros, com o crescimento dos negócios no estrangeiro ligados à televisão a pesar significativamente, revelou ontem a empresa na conferência de apresentação de resultados, realizada ao final do dia.




Os produtos e serviços na área da televisão digital têm sido o principal suporte dos projectos internacionais do grupo, que em 2004 contribuíram em 18 por cento para o resultado global, face a um peso de 1,4 por cento no ano anterior.




Este crescimento resulta sobretudo da tomada de posição na empresa alemã Techno Trend, através da qual a Novabase distribui as suas soluções de televisão digital no centro da Europa. Até agora a tecnológica nacional fechou acordo com três operadores europeus e está também a vender em OEM. Em Portugal o principal cliente é a TV Cabo.




Rogério Carapuça, presidente da Novabase, considera que sobretudo no mercado estrangeiro este negócio irá crescer, contribuindo em 20 por cento para os resultados globais em 2005. Já no ano passado a Novabase facturou 57 milhões de euros com as soluções de televisão. Como drivers de crescimento para 2005 a empresa identifica ainda as áreas de outsourcing de infra-estruturas e dispositivos móveis.




Na análise ao ano passado sublinhe-se ainda que a empresa deu o primeiro passo no processo de internacionalização para Espanha do negócio de infra-estruturas TI, tendo ganho alguns contractos. O presidente da Novabase explica que este é um mercado para avançar lentamente "criando referências". Na bilhética a Novabase conquistou também um cliente em Espanha.




A actividade da tecnológica ficou ainda marcada pelo desinvestimento no Brasil, onde encerrou o seu escritório. A falta de rentabilidade da operação e reorganização das prioridades de investimento ditaram a decisão.




Neste período o EBITDA fixou-se nos 17,1 milhões de euros e os resultados líquidos passaram de 0,1 milhões de euros negativos para 4,3 milhões de euros, feitas as provisões para descontinuar a operação no Brasil.



Destaque ainda para o peso da divisão de Engineering Solutions, que cresceu 47,8 por cento contribuindo em 63,4 por cento para os resultados do grupo, enquanto a divisão de consultoria registou também um crescimento.



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