As soluções de pagamentos digitais e mobile já existem há vários anos, algumas têm sido implementadas no mercado português, mas a verdade é que ainda não provocaram um grande impacto na forma como se compra e vende. E dos muitos fatores que ajudam a explicar esta situação que pode parecer anómala quando comparada com outros mercados, há um que sobressai: a cultura de consumo dos portugueses.

“O hábito cultural ajuda a explicar um pouco o porquê do comércio eletrónico e mobile ainda não ter arrancado totalmente. Todos temos uma quota parte no que podemos melhorar”, salientou o diretor da Redunicre, Gonçalo Santos Lopes.

Foi também o próprio executivo quem admitiu que não vale a pena pensar no passado e que o objetivo deve ser olhar para o futuro. E é no “amanhã” que a EasyPay tem os olhos postos. Para o seu fundador, Sebastião de Lencastre, o futuro dos pagamentos digitais e mobile passa pelas “transferências instantâneas, para qualquer parte do mundo e muito baratas”.

“E para isso vão ser necessárias parcerias, não dá para fazer as coisas sozinhos. Vamos assistir a grandes disrupções nos próximos anos”, considerou o elemento da EasyPay.

A PayPal, a maior empresa do sector, perfila-se como um dos nomes a ter em conta nesta equação. Meio milhão de utilizadores em Portugal e ser responsável por transacionar um em cada seis euros do ecommerce português são números de peso.

A tecnológica diz, através de Miguel Fernandes, que já faz um pouco o papel de ligação - são, por exemplo, evangelizadores do MB Net. Isto porque a PayPal tenta adaptar-se às necessidades dos consumidores de diferentes países.

O responsável pela gestão da PayPal Portugal alerta no entanto que precisa de ser feito mais, sobretudo do lado dos bancos. “Não estamos muito distantes dos outros países, mas podiamos estar muito mais desenvolvidos. Em Portugal ainda há bancos que emitem cartões que não são suportados pela PayPal”, exemplificou.

Por isso é que serviços como o MB Net e os pagamentos por referência multibanco ainda funcionam bem entre os portugueses. A gestora de produto da SIBS, Teresa Mesquita, diz que o “conforto e conveniência são os principais fatores decisivos nos pagamentos móveis”, algo que a marca está a tentar concretizar através do projeto MB Way.

Rui da Rocha Ferreira

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