É a startup mais valiosa do mundo, vendeu mais de 61 milhões de equipamentos em 2014 e ultrapassou a Samsung para se tornar líder no mercado chinês. A Xiaomi tem conseguido uma notoriedade cada vez maior no mercado dos dispositivos móveis e Hugo Barra, vice-presidente, explicou as razões do sucesso.



Perto de completar cinco anos, a Xiaomi tem sabido lidar com a concorrência feroz e fazer frente a marcas quês estão há mais tempo no mercado. Hugo Barra surpreendeu quando abandonou um posto proeminente na gigante Google para rumar à vice-presidência de uma empresa chinesa, mas o sucesso não tardou em aparecer e, hoje em dia, a Xiaomi é a terceira maior fabricante de smartphones do planeta.



Para além de equipamentos de qualidade com um excelente preço, os ingredientes para a receita de sucesso da Xiaomi não são tão secretos assim, e, em entrevista ao Tech Crunch, Hugo Barra falou sobre eles. São três:



Pequena variedade de produtos


Hugo Barra já tinha dito, numa entrevista à BBC, que a Xiaomi é “a empresa mais copiada do mundo”, apesar de muitas vezes os seus produtos apresentarem caraterísticas semelhantes aos produtos da Apple. Curiosamente, esta tática no fabrico de equipamentos é a mesma adotada pela empresa da maçã, fugindo à política seguida por outras gigantes, como a Samsung.



“Quanto mais concentrados estivermos no nosso portefólio, mais eficazes conseguimos ser na gestão dos custos”, confessou o vice-presidente. Outra razão que foi apontada foram as atualizações do Android, o sistema operativo utilizado: quanto menor for o número de produtos, mais a Xiaomi se poderá debruçar em desenvolver as versões mais recentes do software para os equipamentos no mercado.



Tempo de venda superior ao normal


Hoje em dia, uma linha de equipamentos topo de gama numa marca chega a ser renovada várias vezes num ano – o HTC One M8, por exemplo, foi apresentado há dez meses, e já se aguarda o anúncio do seu sucessor para março. Mas a Xiaomi pensa diferente.



“Um produto que é colocado à venda durante 18 a 24 meses, o que acontece com a maioria dos nossos, sofre três ou quatro reduções de preço”, explicou o vice-presidente, acrescentando que isso acaba por atrair mais compradores. “O Mi2 e o Mi2s estiveram à venda durante 26 meses. O Redmi 1 foi lançado em setembro de 2013 e só agora, 16 meses depois, é que anunciámos o seu sucessor, o Redmi 2”, continuou.



Contratos a longo-prazo com os fabricantes


Esta é uma lógica existente em todo e qualquer mercado: quanto mais se compra, mais reduzido será o preço do produto. Neste caso, os contratos assinados a longo-prazo com os fabricantes dos componentes dos smartphones ajudam a reduzir os custos na sua construção, o que se reflete no preço final.



“Conseguimos negociar os preços dos componentes com os nossos fornecedores ao longo do tempo, o que nos acaba por dar uma margem de manobra maior. Por isso baixamos os preços”, explicou Hugo Barra.“Grande parte dos componentes dos nossos equipamentos ainda são os mesmos dos Redmi 1, por exemplo, por isso mantemos os nossos contratos com mesmos os fornecedores”.



Na semana passada, a Xiaomi anunciou dois novos phablets com um processador octa-core e um preço a começar nos 314€, o Mi Note e o Mi Note Pro.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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