Mantendo a popularidade em 2006, o outsourcing e a sua gestão continuam no topo das preocupações das empresas que durante este ano devem começar a alterar a forma de medirem o sucesso dos seus contratos, avança uma previsão dos especialistas da Unisys. De acordo com o comunicado à imprensa, as empresas vão dar prioridade a métricas ligadas ao valor do negócio em detrimento dos tradicionais SLA (Acordos de Nível de Serviço).




Segundo a análise dos especialistas da Unisys, os SLAs não reflectem o impacto e ganhos que o outsourcing traz ao negócio da empresa e por isso as métricas correctas baseiam-se nos progressos conseguidos, uma alteração que as empresas devem introduzir com a maturidade do mercado.




A análise da Unisys aponta ainda para o surgimento da figura do "gestor dos gestores", que ajudará os clientes a fazer face à complexidade dos contratos de outsourcing. Com a crescente tendência para o "multisourcing", com a utilização de recursos de vários fornecedores, a coordenação dessas actividades deverá ser feita por um gestor responsável por maximizar o valor obtido do conjunto do sistema.




O documento elaborado pela empresa de tecnologias destaca ainda o facto de que o outsourcing de aplicações deverá aumentar em 2006, mas de uma forma mais disciplinada já que as empresas vão adoptar um enfoque mais planeado, decidindo quais as aplicações estratégicas, muitas vezes com a ajuda de um parceiro externo.





Phil Smith, vice-presidente de Portfolio Management da Unisys Global Outsourcing and Infrastructure Services, refere, em comunicado, que nos últimos anos o outsourcing foi retratado de uma forma positiva pela capitalização de baixos custos salariais em regiões em desenvolvimento, mas também de forma negativa dada a substituição de empregados em zonas mais desenvolvidas. "A discussão necessita de se re-centrar nas vantagens de negócio trazidas pela externalização”, sublinha este responsável.




"As empresas vão, finalmente, perceber as meias verdades políticas e económicas e compreender que o outsourcing não se resume a um “sourcing” global aplicado de forma redutora. Elas vão procurar atribuir a execução de determinadas tarefas a um parceiro especialista, independentemente da sua localização geográfica, que possa proporcionar valor efectivo para os negócios. E vão entender, claramente, os benefícios do outsourcing: mais visibilidade, operações de negócio mais seguras, melhor qualidade de serviço aos clientes e empregados, gestão do risco melhorada, eficiências operacionais notáveis com custos totais mais baixos e maximização dos investimentos em TI”, adianta ainda Phil Smith.




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