A participação da Portugal Telecom (PT) no capital da Oi deverá passar dos 22,3 por cento para os 25,6 por cento, numa diferença justificada, segundo os jornais brasileiros, pela queda do valor das acções da operadora móvel do grupo Telemar, embora a imprensa nacional aponte a valorização do euro face ao real.

O Jornal de Negócios refere que "devido à evolução do real, pagando o mesmo, na moeda brasileira, a PT ficará com uma percentagem superior".

Já no Folha pode ler-se que a diferença entre o valor previsto no início e o avançado actualmente se explica pela queda do preço das acções da operadora brasileira no mercado.

Tanto a imprensa portuguesa como a brasileira "concordam" que o negócio será concretizado numa questão de dias . A assinatura do acordo entre PT e Oi estava prevista para o início deste mês, mas teve de ser adiada devido a uma reclamação feita à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por accionistas minoritários da BrT (Brasil Telecom), adquirida pela Oi em Janeiro de 2009, escreve o Folha.

O acordo final prevê a divisão de funções entre brasileiros e portugueses, com a Oi a ficar responsável pelas operações de telefonia fixa e móvel e a PT a assumir a parte dos negócios relacionados com a banda larga.

Luiz Eduardo Falco, actual presidente da Oi, deverá manter o seu cargo, prevendo-se que Shakhaf Wine, principal executivo da PT no Brasil, seja o candidato natural ao posto máximo por parte do grupo português.

Nota de redacção: Foi corrigida uma gralha, apontada por um dos nossos leitores.

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