Portugal merece lugar de destaque na quarta edição do European Innovation Scoreboard, divulgado recentemente. Juntamente com países como o Luxemburgo, Itália, Grécia, Estónia e Eslovénia, Portugal revela uma fraca performance na generalidade dos indicadores em análise, embora se destaque nos indicadores de análise de inovação não técnicos onde se incluem: implementação de diferentes estruturas organizacionais; implementação de técnicas de gestão avançada; alterações não técnicas e implementação de alterações estéticas.



Segundo o relatório, a boa performance neste tipo de indicadores e um défice de performance nos indicadores estratégicos é "encorajador de alterações substanciais ao nível dos processos e da gestão como parte de um processo de modernização", refere o documento, considerando que este tipo de medidas poderão ter um impacto muito positivo no crescimento do PIB per capita e na capacidade de inovação.



Por outro lado Portugal integra as melhores médias europeias em três indicadores analisados, vendas de novos produtos no mercado, população com educação de terceiro nível e R&D face ao PIB.



Esta análise revela ainda que a Suécia e a Finlândia estão na liderança da inovação entre os países da velha Europa e a Estónia e Eslovénia lideram entre os novos Estados-membros.



Em termos gerais o European Innovation Scoreboard apurou que o gap entre União Europeia e Estados Unidos em matéria de inovação deve-se em boa parte a três factores principais: patentes, percentagem da população activa com educação de terceiro nível e volume de investigação.



A edição deste ano da pesquisa introduz pela primeira vez a análise de 20 indicadores, onde se inclui a análise de aspectos não técnicos considerados pela organização uma área crítica para a competitividade do espaço europeu.



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