Portugal é hoje membro das principais organizações científicas internacionais, num esforço e investimento que decorreu nas últimas décadas e teve como ponto alto a adesão ao CERN, o maior laboratório europeu de física de partículas, em 1985. De acordo com uma notícia de hoje da agência Lusa, esta participação em organizações científicas internacionais representou em 2002 um investimento de 24 milhões de euros mas que deverá ter retorno sob a forma de contratos industriais, saber científico e formação de quadros.



Este investimento realizado é considerado positivo dado o retorno industrial que possibilita e a maior participação de equipas de investigadores portugueses em projectos do CERN, explica em declarações a esta agência noticiosa Armando Trigo de Abreu, presidente do Instituto para a Cooperação Científica e Internacional (ICCTI), organismo do antigo Ministério da Ciência e da Tecnologia que na estrutura do novo Ministério da Ciência e do Ensino Superior (MCES) é substituído pelo Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior (GRICES).



O esforço financeiro realizado é considerado por Armando Trigo de Abreu uma condição para a integração da ciência portuguesa na ciência que se faz no mundo. DE forma a ser membro de pleno direito das organizações internacionais de ciência, Portugal tem de pagar uma quota anual que é tipicamente definida a partir do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país, ou, por vezes, da percentagem de investigadores na população activa.



Actualmente, Portugal integra as seguintes organizações e redes científicas internacionais: CERN (Laboratório Europeu para a Física de Partículas), CGIAR (Grupo Consultivo sobre Pesquisa Internacional Agrícola), COST (Cooperação Europeia no Domínio da Investigação Científica e Técnica), CYTED (Programa de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento), EMBL (Laboratório Europeu de Biologia Molecular), EMBO (Organização Europeia de Biologia Molecular), ESA (Agência Espacial Europeia), ESF (Fundação Europeia para a Ciência), ESO (Observatório Europeu do Sul), ESRF (Laboratório Europeu de Radiação de Sincotrões), INVOTAN (Gestão, Coordenação e Divulgação das actividades científicas da NATO), JET (Joint European Torus) e OCEANS (Iniciativas Europeias para os Oceanos).

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