A Promosoft anunciou a abertura de um novo escritório em Angola que passa a dotar a empresa portuguesa de Tecnologias de Informação de uma representação física num mercado onde está de forma indirecta há 17 anos. A nova empresa é controlada em 60 por cento pela Promosoft e o restante é assegurado por parceiros locais.

Num encontro com jornalistas nas novas instalações da empresa na Madeira, João Brazão, presidente do conselho de administração da empresa, adiantou que a operação em Angola foi criada há cerca de um mês e conta com uma equipa da cinco pessoas.

O mesmo responsável admitiu que a empresa está a planear a abertura de um escritório em Moçambique, para breve, e a estudar a hipótese de avançar também com filiais em Cabo Verde (no próximo ano) e em Timor. Nos dois últimos mercados a decisão seria uma resposta à necessidade de estar mais próximo dos clientes já existentes (vários em Cabo Verde, um em Timor).

Na mesma apresentação, João Marques da Silva, administrador executivo da Promosoft, adiantou que a empresa está apostada em desenvolver soluções tecnológicas para novas áreas de negócio que permitam aumentar a penetração em mercados emergentes, como os PALOP. Neste âmbito, e através de parcerias, a Promosoft está a desenvolver ou renovar soluções já existentes para áreas como a saúde, business intelligence, wireless telemetry ou Administração Pública. Nesta última a empresa admitiu estar a discutir dois grandes contratos, ambos em mercados dos PALOP.

Os mercados africanos de língua portuguesa são uma das principais apostas de crescimento da Promosoft, que a prazo, acredita vir a obter maiores níveis de facturação por esta via, do que através de Portugal onde detém sobretudo clientes na área financeira. No primeiro semestre deste ano as operações em Portugal geraram 50,6 por cento da facturação do grupo, enquanto os negócios nos PALOP contribuíram com 49,4 por cento.

Há cerca de um ano a Promosoft procedeu à reorganização da sua estrutura agrupando todas as subsidiárias numa SGPS que detém um mínimo de 90 por cento de todas as empresas participadas. A reestruturação foi acompanhada de um plano de redução de custos que visou ganhos de eficiência, mas a empresa garante estar preparada para novas aquisições, caso surjam oportunidades. João Brazão admitiu mesmo estar a equacionar a entrada de capital de risco na empresa, por forma a assegurar uma maior estrutura financeira para eventuais movimentos de fusão ou aquisição.

A Promosoft tem para já três principais áreas de negócio. Os serviços financeiros representam um terço facturação do grupo, através dos 36 clientes existentes. As áreas de serviços e produtos especializados e gestão e manutenção de infra-estruturas tecnológicas estão a tentar ser dinamizadas pelo grupo para ganhar peso mais significativo na facturação.

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