A Portugal Telecom recorreu à compra de dívida pública para pagar uma parte significativa do valor acordado com o Estado, na transmissão das obrigações do seu fundo de pensões. A informação é avançada na edição desta manhã do jornal i.



O diário recorda que o acordo assinado entre o Estado e a Portugal Telecom já previa que o pagamento de 2,8 mil milhões - para assegurar as obrigações com pensões da operadora nos próximos anos - pudesse ser feito em dinheiro, ou obrigações do tesouro.



Na primeira parcela paga, de 1.900 milhões de euros, uma nota do Ministério das Finanças admite que 90 por cento do valor foram pagos em dívida pública e os restantes 10 por cento em capital.



O jornal sublinha que a tranche representa a maior fatia do valor a pagar ao Estado e também faz notar que o fundo de pensões da operadora não tinha activos em dívida, mas era composto sobretudo por acções e obrigações. De acordo com informação disponibilizada nas contas de 2009 as acções representavam 690 milhões de euros e as obrigações (onde se incluía dívida da própria PT) 343,5 milhões de euros.



Supõe-se que a compra da divida pública portuguesa pela operadora tenha ocorrido nos últimos meses do ano, altura em que uma maior pressão dos mercados internacionais fez disparar os juros associados.



O jornal não conseguiu, no entanto, obter nem da PT nem do Estado informação que explique de quem foi a opção pela compra da divida portuguesa. Nenhuma das partes esclareceu a questão.



Recorde-se que a integração dos pensionistas da Portugal Telecom no sistema público foi uma das medidas que ajudou a garantir a redução do défice da dívida pública no ano passado. O negócio não ficou totalmente concluído em 2010. Este ano a operadora entrega ao Estado mais 454 milhões de euros.

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