O programa de redução de efectivos é uma das causas apontadas pela PT para a queda de 32,8 por cento nos lucros, ao longo dos primeiros seis meses do ano. No período, os resultados líquidos da operadora fixaram-se nos 259 milhões de euros, sofrendo o impacto do aumento de custos inerente ao programa de redução de efectivos que custou à empresa 97 milhões de euros e implicou a redução de 406 colaboradores da operação fixa.



Para os resultados contribuiu também o aumento do investimento - sobretudo aplicado às áreas da rede fixa, do 3G e da PT Multimédia - em 57,7 por cento ou 368,3 milhões de euros. Em comunicado, a operadora explica que o aumento do investimento na rede fixa teve como objectivo dar resposta ao crescimento na banda larga, no 3G serviu para prosseguir os objectivos de massificação já assumidos pela empresa e na PT Multimédia assegurar novos acordos de serviços para a televisão por cabo.



Entre Janeiro e Junho a PT registou proveitos operacionais de 1,14 mil milhões de euros (menos 2,5 por cento que no período homólogo) e vendas de 15,4 mil milhões de euros. O EBITDA recuou 1,5 por cento, para 1,14 mil milhões de euros.



Por áreas de negócio, a rede fixa registou receitas de 343,1 milhões de euros no retalho num crescimento de 3,9 por cento, isto embora tenha reduzido o tráfego doméstico em 23,3 por cento, resultado da redução de tarifas fixo-móvel e das vendas grossistas, garante o comunicado. No mesmo período, a operadora registou uma descida de 4,4 por cento nas assinaturas e um ARPU de 34 euros, valor que representa uma queda de 0,8 por cento.
Na banda larga a PT acumulava, entre ADSL e cabo, 833 mil clientes no final do semestre num crescimento de 57,3 por cento face a igual período do ano passado. No ADSL (retalho) a operadora somava 500 mil clientes e no cabo 333 mil.



A operação móvel do grupo, assegurada pela TMN, registou a entrada de 4,8 por cento novos clientes para um total de 5,1 milhões, mas reduziu o ARPU para 22,6 por cento (numa queda de 4,9 por cento). Os investimentos da operadora móvel aumentaram 34,6 por cento no período em análise para 47,7 milhões de euros, sendo a grande maioria desta verba alocada ao desenvolvimento da rede 3G e à subsidiação de equipamentos de terceira geração. No final do semestre a TMN garantia acumular já 100 mil clientes da tecnologia.



A operadora registou proveitos operacionais de 748,1 milhões de euros no semestre, numa redução de 2,3 por cento. Os custos operacionais (excluindo amortizações) fixaram-se nos 413,9 milhões de euros, num aumento de 1,5 por cento, enquanto o EBITDA ficou pelos 334,2 milhões de euros caindo 6,7 por cento.



No mesmo período o negócio móvel d Brasil, assegurado pela Vivo, teve proveitos operacionais de 5,9 mil milhões de euros, mais 6,7 por cento que em igual período do ano passado.



A PT Multimédia registou proveitos operacionais de 305,8 milhões de euros, num crescimento de 7 por cento. O EBITDA da operação melhorou 10 por cento para os 94,8 milhões de euros.



Na televisão por cabo a operadora diz ter procedido a uma limpeza na sua base de clientes, retirando aqueles que estavam inactivos e passando a contar com uma base total de utilizadores do serviço de 1.465 mil, um número que beneficia já das 9 mil adições líquidas registadas ao longo do segundo trimestre de 2005.



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