Apesar de há um mês ter recebido a aprovação para um financiamento de 325 milhões de euros do Governo da Saxónia, de Portugal e da Infineon - que ainda não recebeu -, a Qimonda não se consegue reposicionar no mercado e anunciou hoje a entrada do processo de falência da empresa no tribunal de Munique.

A notícia é avançada internacionalmente por diversas agências noticiosas e confirmada por Ingrid Kaps, porta-voz do mesmo tribunal. Como resultado, as acções da fabricante de chips já caíram 65 por cento, assim como as da "investidora" Infineon, que caíram sete por cento.

Ao longo desta semana, a Qimonda havia solicitado um financiamento adicional de 300 milhões de euros junto do governo da Saxónia, um valor que pretendia juntar aos empréstimos de 280 milhões de euros entretanto aprovados pelos governos federal alemão e estado da Saxónia.

Ao abrir bancarrota, a fabricante deixa assim de poder apostar nas suas fábricas em Vila do Conde - actualmente a maior fábrica europeia de montagem e teste de produtos de memórias -, onde trabalham 2 mil pessoas, e Dresden, na Alemanha.

É de recordar que a Qimonda fechou 2007 com vendas líquidas na ordem dos 3,61 mil milhões de euros.

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