A Vodafone Portugal apresentou os resultados do segundo trimestre fiscal, compreendido entre julho e setembro, revelando que o seu principal indicador de negócio sofreu uma desaceleração. O negócio da empresa foi negativamente impactado pela pandemia de COVID-19, sobretudo pelos efeitos da quebra da atividade turística nas receitas do segmento móvel. Por outro lado, o negócio fixo demonstrou um crescimento “a um ritmo constante”.

Segundo a empresa de telecomunicações, a economia portuguesa contraiu 16,3% no período entre abril e junho de 2020 e registou uma quebra estimada de 5,7% de julho a setembro face a 2019, “devido à redução significativa do consumo privado e do investimento fruto dos efeitos da pandemia transversais à generalidade dos setores de atividade”.

A Receita de Serviços atingiu 255 milhões de euros, uma subida de 0,3% face ao mesmo período do ano passado. A Vodafone afirma que o desempenho deste principal indicador de negócio reflete a redução das receitas de roaming e visitantes, incluindo o impacto na diminuição das vendas de cartões pré-pagos a turistas e outros utilizadores estrangeiros.

Assim, o número total de clientes móveis desceu 5% para 4,612 milhões de euros, face a 2019. Neste trimestre, a receita total da empresa caiu 0,8%, em comparação ao ano passado, para 278 milhões de euros, fruto do impacto da quebra na venda de equipamentos.

tek vodafone

No contexto semestral, compreendido entre abril e setembro, a Receita de Serviço fixou-se em 495 milhões de euros (+0,5% face a 2019), enquanto a Receita Total totalizou 537 milhões de euros, correspondente a uma diminuição de 0,8% face ao ano passado.

A Vodafone afirma que apesar da conjuntura económica adversa e do ambiente sectorial competitivo, o seu segmento fixo continuou a registar um desempenho positivo, destacando a conquista de mais clientes para a sua oferta de fibra. A sua base de clientes de banda larga fixou-se em 777 mil (+9,3% em relação a 2019) e os clientes de TV ascendem a 713 mil (+10,4% face ao ano passado).

A empresa refere que “com a contínua aposta na expansão da cobertura de fibra, a rede FTTH da próxima geração da Vodafone Portugal supera, no final de setembro, 3,6 milhões de lares e empresas”, para uma subida de 9,7% face ao ano passado.

Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal, afirma que a empresa “apresenta os seus resultados numa conjuntura sem paralelo na História de Portugal, a qual afeta todos os setores de atividade e, inevitavelmente, as comunicações eletrónicas. Num contexto de enorme imprevisibilidade, resultante das constantes mudanças socioeconómicas, a Vodafone Portugal tem vindo a desenvolver esforços suplementares para adaptar e flexibilizar o seu plano de negócio, garantindo a capacidade e a resiliência dos seus serviços de forma a responder às necessidades e dificuldades das famílias e das empresas portuguesas”.

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