Durante este ano, o sector nacional das Telecomunicações, Média e Tecnologias da Informação deverá começar a assistir a uma "muito ligeira retoma", prevê a Reportium XXI Consulting na edição 2003/2004 do estudo "O mercado das TMT's em Portugal", apresentado esta manhã à imprensa.



A consultora estima que os proveitos operacionais do negócio nacional de TMTs tenham decrescido aproximadamente três por cento em 2003 face ao ano anterior, para registar 16.335 milhões de euros. O facto resulta, segundo a consultora, das dificuldades sentidas ao longo do ano passado pela generalidade das empresas ligadas ao sector.



A "muito ligeira retoma" de 1,6 por cento para os 16.594 milhões de euros prevista para este ano só será confirmada em 2005 e em 2006, correspondendo a uma subida global de cerca de 2.000 milhões de euros entre 2003 e o final de 2006, para os 18.311 milhões.



A contribuição do sector das Telecomunicações, Média e Tecnologias da Informação para o PIB nacional foi em 2003 de cerca de 3,85 por cento, traduzidos em 5,09 mil milhões de euros, revela a reedição do estudo conduzido pela Reportium XXI Consulting.



Desde 2001 que o emprego tem vindo a diminuir no sector das TMTs, uma tónica que, segundo os dados avançados pelo estudo, se irá manter até final do corrente ano, com uma redução total que atingirá cerca de 8.200 postos de trabalho. O emprego nas TMTs só deverá crescer entre 2005 e 2006, próximo dos 2.770 postos de trabalho, para resultar num total de empregados para o sector que deverá rondar os 65 mil no final do período previsto.



Apesar da concorrência por parte de operadores emergentes como a Novis ou a ONI, em 2003, foi o serviço telefónico móvel que mais contribuiu para a quebra de aproximadamente 6,4 por cento das receitas da telefonia fixa. Sob pena de "colapso deste negócio de telecomunicações em Portugal", a Reportium Consulting alerta para a necessidade imperativa da reeinvenção do fixo.



Durante o ano passado, as receitas dos serviços de telefonia móvel deverão ter ascendido a 2,9 mil milhões de euros num crescimento de apenas 1,8 por cento. Para o final de 2004, a consultora prevê que a taxa de penetração dos terminais móveis chegue aos 100 por cento, no que diz respeito a "uma venda de cartões pré e pós-pagos igual ao número de habitantes em Portugal e não representativo de toda a população portuguesa utilizadora de telemóvel", ressalvou Rui Pires, sócio-gerente da consultora.



O responsável considera que cerca de 14 por cento do total de utilizadores sejam clientes de pelo menos dois operadores móveis e que cerca de 700 mil portugueses com menos de 5 anos de idade e mais de 85 não tenham condições para utilizar tal dispositivo.



Para o final de 2004 a Reportium XXI Consulting prevê ainda a existência de uma "margem mínima" de terminais UMTS no mercado português, distribuídos pelos três operadores, que deverá rondar os 200 mil. Já até ao final de 2006, as estimativas apontam para a circulação de um milhão de telemóveis de terceira geração.



No que diz respeito à Internet de banda larga, os dados do estudo indicam que as receitas dos serviços de ADSL deverão ter um crescimento mais rápido que o verificado relativamente ao acesso via cabo, já que as migrações para um acesso de banda larga se verificam normalmente entre utilizadores de dial-up.



A taxa de penetração do acesso à Internet por banda larga situava-se no final de 2003 nos 6,5 por cento, quando em 2006 deverá ascender aos 16,1 por cento, prevê a Reportium XXI Consulting.

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