A Toshiba continua na liderança do mercado português de portáteis, descontando o efeito Magalhães, explicou esta manhã ao TeK Jorge Borges, diretor de marketing da empresa, acrescentando que a companhia conta terminar o ano "melhor que o esperado", em Portugal.
O responsável sublinha que 2011 é um ano de ajuste do mercado ao fim do efeito positivo dos programas escolares de incentivo ao uso das TIC, como o e-escola, que já não tem impacto no mercado, levando as vendas para os níveis 2007 ou 2008 e pondo termo a um período que manteve Portugal em contra ciclo com a Europa, com sucessivas taxas de crescimento.


Pelo terceiro trimestre consecutivo a fabricante japonesa conseguiu a liderança do mercado de portáteis. Entre julho e setembro essa posição é assegurada descontando o efeito Magalhães, ao contrário do que aconteceu nos três meses anteriores, como o TeK já tinha escrito.
Em termos globais o mercado nacional está em queda, com uma retração generalizada do consumo. As vendas terão recuado cerca de 20 por cento no segundo e no terceiro trimestre, de acordo com dados da IDC.


Por seu lado, a Toshiba "ataca o mercado" apostando na inovação - renovação trimestral de todas as linhas de produto - e na qualidade, mantendo a distância relativamente às estratégias de preço. O responsável de marketing da fabricante explicava ao TeK que num parque instalado de cerca de 800 mil computadores em Portugal, a Toshiba tem uma taxa de avarias que não vai além de 1 por cento.


O tempo médio de reparação de uma avaria é de 3 dias, dados que a empresa pretende divulgar mais. Jorge Borges acredita que progressivamente os hábitos dos portugueses estão a mudar e se bem que um aumento nas vendas de PCs na segunda metade do ano - já depois de anunciadas as medidas de austeridade - mostra que as promoções feitas pelos fabricantes surtem efeitos junto do consumidor, há também uma tendência crescente para fazer investimentos seguros e duradouros. A Toshiba pretende mostrar que nessa lógica é uma opção.


Além dos portáteis, a TV é outra área de aposta forte da fabricante, que até à data regista vendas inferiores as expetativas, tendo em conta a proximidade de um salto tecnológico como é a migração para a Televisão Digital Terrestre já em janeiro em boa parte do território.


No que se refere a tendências, para a área da televisão mas não só, Jorge Borges confirma que a do 3D está de facto a ganhar espaço na vida dos consumidores, mas dúvida que se materialize em utilização de facto.


"O 3D é uma feature que está nos produtos mais completos e com mais funcionalidades", mas isso não significa que as pessoas o usem. Na sua perspetiva faltam simplicidade e conteúdos ao 3D para que a tecnologia se torne mais do que uma funcionalidade adicional.


Já a conectividade é, na perspetiva do responsável, um atributo que tende a afirmar-se como mais relevante nos critérios de escolha dos consumidores, por assegurar a possibilidade de aceder a conteúdos que este também pode ver no smartphone ou no portátil.



Esta continuará por isso a ser também uma aposta da Toshiba, quer ao nível do hardware, quer dos próprios conteúdos. O Places é a face mais visível dessa aposta. O serviço já está disponível em Portugal mas ainda lhe faltam os conteúdos localizados.
Jorge Borges adianta que no próximo ano devem surgir os primeiros resultados das negociações que têm decorrido com parceiros locais.

Antes disso, provavelmente ainda este ano, a fabricante espera concluir um acordo com um media nacional para assegurar acesso a conteúdos dessa publicação aos utilizadores de dispositivos Toshiba.



Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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