Em abril de 2018, a Uber adquiriu a Jump como forma de se afirmar no mercado da mobilidade alternativa e as características bicicletas e trotinetas elétricas da marca começaram a marcar as paisagens citadinas de vários países, incluindo em Portugal. No entanto, após ter vendido o negócio à Lime no início de maio deste ano, a empresa decidiu mandar para a sucata cerca de 20.000 equipamentos.

Agora circulam nas redes sociais vários vídeos que demonstram as bicicletas e trotinetes a serem destruídas e que estão a gerar controvérsia. As imagens foram partilhadas por Cris Moffit, um empresário norte-americano, que as recebeu de um amigo que trabalha na fábrica da Foss Recycling que está a tratar da reciclagem.

No Twitter, Cris Moffit pergunta se não haveria uma melhor forma de a Uber lidar com a situação, como doar as bicicletas e trotinetas a uma instituição. Além disso, são vários os utilizadores que protestam contra a atuação da empresa numa altura em que as pessoas precisam de meios de transporte seguros e sustentáveis que as ajudem a evitar possíveis contágios com o novo coronavírus em comboios ou autocarros cheios.

Em comunicado à imprensa internacional, um porta-voz da Uber explicou que a vasta maioria dos novos equipamentos pertence agora à Lime. Contudo, algumas das bicicletas e trotinetas mais antigas tinham falhas que podiam pôr em causa a segurança dos utilizadores, algo que a levou a descartar a hipótese de doá-las.

Ao website Motherboard, um dos trabalhadores da Foss Recycling indicou que a fábrica não tem um contrato com a Uber ou com a Lime, mas sim com a Blue Sky Trading. A empresa removerá todos os componentes eletrónicos das bicicletas e trotinetas para que possam ser trituradas. O metal será depois utilizado para outros fins.

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