A ZTE, que é a segunda maior fabricante chinesa de equipamentos para o sector das telecomunicações, foi multada num valor recorde pelo governo dos Estados Unidos da América. A empresa foi declarada culpada num caso onde era acusada de violar sanções impostas pelos EUA ao Irão e à Coreia do Norte e terá agora de pagar qualquer coisa como 1,2 mil milhões de dólares, cerca de 1,13 mil milhões de euros.

De acordo com o Departamento do Comércio dos Estados Unidos, a tecnológica chinesa "conspirou para escapar" ao embargo que os Estados Unidos tinham estabelecido contra o Irão. Desta forma, a empresa acabou por vender hardware e software ao país para a expansão das suas infraestruturas de telecomunicações.

Para além do Irão, a ZTE é também acusada de remeter 283 lotes de equipamentos para a Coreia do Norte que também se encontra sob embargo norte-americano. Sobre isto, o governo dos EUA diz ainda que os responsáveis da tecnológica mentiram repetidamente e induziram em erro vários investigadores federais ao longo de cinco anos.

O esquema foi desmontado depois das autoridades norte-americanas terem apreendido um computador portátil a um advogado da ZTE que continha vários documentos que comprovavam as vendas ilegais da empresa.

A empresa enfrenta agora uma multa de 892 milhões de dólares e espera uma outra de até 300 milhões de dólares consoante o compromisso que demonstrar com o acordo negociado com os tribunais dos Estados Unidos.

Em comunicado de imprensa o CEO da ZTE, Zhao Xianming, assumiu os erros cometidos e garantiu que a empresa está agora focada em conduzir uma "mudança positiva" internamente. Note-se que Xianming assumiu a liderança da companhia quando o processo de acusação já estava a decorrer.

A Huawei pode seguir-se à ZTE uma vez que a empresa é visada num processo semelhante. Em causa estão vendas feitas a Cuba, Sudão, Síria, Coreia do Norte e Irão.

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