Os momentos de incerteza e angústia que a Europa atravessa podem surgir como uma oportunidade para que a indústria de comunicações e media se renove, permitindo um reposicionamento de Portugal e criação de novas empresas, defendeu hoje Diogo Vasconcelos, presidente da APDC na abertura do 20º Congresso da associação, que decorre hoje e amanhã no Centro de Congressos de Lisboa.

Não é um reboot ao sistema, mas uma forma de repensar a maneira como a indústria de comunicações e media se pode renovar neste contexto, afirma este responsável, lembrando que todos têm de participar nesta mudança que obriga a mais inovação, dando respostas aos desafios da nossa sociedade.

Também na sessão de abertura, o presidente da Anacom, Amado da Silva, admitiu que o regulador tem de fazer Restart todos os dias para conseguir manter-se a par da evolução do mercado, mas que recomeçar não é apagar o passado, mesmo que essa consciência nos obrigue a ser fiéis no passado e melhorar nas novas práticas.

Neelie Kroes, em mensagem de vídeo, congratulou Portugal pelo seu entusiasmo na inovação e nos programas de ligação à Internet. A Comissária Europeia lembrou os programas que a Comissão Europeia tem em marcha nesta área e a Agenda digital, que ilustra a forma como a Europa quer recompensar o risco e a inovação.

Encerrando o painel de abertura, o ministro da economia, Vieira da Silva, propõe uma tradução para português do "aliciante tema do Congresso", com "recomeço" ou "começar de novo", afirmando que depende de nós como esse recomeço evolui e a quantidade de inovação que introduzimos. "Estamos num momento em que a rapidez com que incorporamos inovação nos recomeços é cada vez mais decisiva", lembrou.

"Poucas vezes foi tão importante que a visão que temos do futuro tenha capacidade para agir no presente", adianta ainda, embora reconheça que é sempre importante encontrarmos as tendências de futuro, mas "hoje estamos num momento em que é importante de fazer chocar a informação que possuímos com o código da informação do momento que vivemos", refere.

"Temos de ter a ambição de sermos mais do que nós […] eu julgo que especialmente nesta área temos a capacidade de ser não apenas parceiros desta mudança tecnológica, mas agentes", uma capacidade que Vieira da Silva acredita que começa cada vez mais a ser reconhecida a nível internacional.

Sob o tema Restart mais de 1.600 participantes de mais de 400 empresas vão assistir a 16 sessões agendadas, com a participação de 100 oradores, que abordam temas ligados às telecomunicações, Internet e media, mas que também contam com elementos inovadores, como o Unconference, um espaço para os participantes darem a sua visão, ou o "pecha-kucha", um modelo diferente de apresentações curtas para as quais foram desafiados alguns participantes.

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