“Portugal precisa de reclamar o seu lugar na vanguarda da transformação digital”, defendeu Rogério Carapuça, presidente da APDC na sessão de abertura do 26º Congresso da associação, este dedicado à Economia e Cidadania Digital. Referindo os números que traçam o retrato do sector das telecomunicações e das tecnologias em Portugal, Rogério Carapuça lembrou que é preciso apostar no curto prazo na qualificação e requalificação de cidadãos e garantir a sua integração plena e a desejada transformação digital, mas que para isso a economia tem de crescer.

A transformação digital pode ser importante para as empresas mas na abertura da Conferência, Mafalda Ribeiro mostrou como ela é também importante para transformar a vida de quem vive com deficiência,  e contou a sua experiência na utilização de ferramentas e dispositivos que para todos parecem simples, como o Multibanco ou a leitura de jornais, e que são muito mais simplificados com o uso da tecnologia. E não deixou de fazer uma Delfie em cima do palco.

“O caminho não se faz sem crescimento económico, até porque como se diz 'em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão'", avisa o presidente da APDC, alertando para o facto de ser necessário criar um ecossistema de crescimento em Portugal e na Europa, trabalhando nas várias frentes da qualificação, mas também da regulação e da criação de um ambiente favorável de negócios, garantindo a localização de empresas e a criação de emprego.

O TeK já tinha divulgou nos últimos dias uma parte do estudo  “A Economia Digital em Portugal – O Estado da Nação 2016” que vai ser partilhado ao longo dos dois dias do Congresso da APDC. O estudo foi produzido de forma cooperativa, em apenas 2 meses e meio, por mais de 60 autores e pretende caracterizar a economia e a sociedade digitais em Portugal.

Na sessão de abertura Rogério Carapuça desdobrou uma série de números de desenvolvimento da infraestrutura de comunicações e o investimento feito, mas citou ainda os dados que mostram que 28% dos portugueses nunca acederam à Internet. “Temos um grande orgulho como sector e uma frustração pela relativamente baixa utilização daquilo que fomos capazes de criar”, justificou no seu discurso de abertura, lembrando que é preciso trabalhar em soluções para garantir maior igualdade de oportunidades entre zonas geográficas e também entre cidadãos.

A sessão de abertura contou ainda com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e a Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, seguindo-se a visita à exposição.

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