O número de clientes do serviço fixo de acesso à Internet em Portugal cresceu 1,9 por cento no segundo trimestre deste ano, e 9 por cento em relação ao mesmo período de 2006, fixando-se agora nos 1,676 milhões de clientes.



A Anacom indica que em Junho, a taxa de penetração do acesso fixo à Internet em banda larga situava-se nos 14,7 por cento, tendo aumentado 0,4 por cento no segundo trimestre e aproximadamente 2,1 por cento face ao mesmo trimestre do ano passado.



Os dados do regulador mostram que o número de utilizadores de acessos dial-up continua a baixar fixando-se agora nos 121 mil, ou seja, menos 15 mil em relação ao primeiro trimestre de 2007. Tendo em conta os números do ano passado, os acessos desta natureza diminuíram perto de 42 por cento. Este decréscimo é explicado pelo regulador como um reflexo da migração para os acessos de banda larga.



Neste sentido, e como seria de esperar, a maioria (93 por cento) dos acessos à Internet em Portugal são efectuados a partir de ligações de banda larga. No segundo trimestre, 47 mil clientes aderiram à banda larga - mais 3,1 por cento que nos primeiros três meses do ano - o que coloca o número total de utilizadores nos 1,56 milhões.



Tal como vem sendo hábito desde 2004, o ADSL é a tecnologia preferida pelos clientes de banda larga. No segundo trimestre o número de clientes deste tipo de acesso aumentou 2,6 por cento - e 17,8 por cento em relação a 2006 -, cativando agora 62 por cento do total de clientes de banda larga, ou seja, 971 mil utilizadores.



Por seu turno, as ligações por cabo são utilizadas por 37 por cento dos clientes de banda larga, uma percentagem que corresponde a 576 mil utilizadores. No segundo trimestre, o número de clientes de Internet por cabo aumentou 3,7 por cento enquanto em relação ao mesmo período de 2006 cresceu 14,7 por cento superior.



No que diz respeito à quota de clientes de banda larga, a Anacom refere que o Grupo PT continua a ver a sua participação diminuir, mas de forma marginal, desta vez para os 70,6 por cento, ou seja, menos 0,3 por cento do que no trimestre anterior e 3,1 por cento abaixo dos valores do período homólogo.



A análise publicada pelo regulador mostra ainda que, entre Abril e Junho, 53 por cento dos novos clientes de banda larga aderiram aos serviços dos prestadores alternativos. O aumento da participação destes operadores foi suportado "lacetes locais desagregados, reflexo da melhoria das condições da oferta do Lacete Local (OLL)", diz a autoridade nacional de comunicações em comunicado.



Simultaneamente, a Anacom efectuou uma comparação internacional de preços dos acessos de banda larga, tendo por base os serviços residenciais fixos de 13 países da União Europeia, e observou que Portugal encontra-se cerca de 35 por cento abaixo da média das regiões consideradas, fixando-se na quarta posição entre os países com taxas mais reduzidas nas ofertas de 4 Mbps.




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