No ano passado a administração central do Estado terá gasto menos 18% que no ano anterior com comunicações, de acordo com as estimativas que integram uma nova edição do observatório da Administração Pública central da Apritel.



De acordo com o documento, a redução da despesa com comunicações terá tido especial impacto nas aquisições de equipamentos e software, áreas onde terão sido gastos menos 24 milhões de euros. Já nas comunicações de voz fixa e móvel a redução da despesa terá rondado os 11,5 milhões de euros.



Estas duas categorias têm um peso de cerca de 2/3 no mercado das comunicações da Administração central, avaliado em 209 milhões de euros anuais.



Também se conclui que pouco mais de um terço dos organismos da administração central lançaram procedimentos para a aquisição de serviços em 2011, ficando abaixo dos valores orçamentados para este tipo de despesa.



Ontem a Apritel também apresentou um estudo a que chamou Estado 2020. O documento reúne um conjunto de 50 medidas para ajudar a resolver a crise. Alinhadas pelo Grupo de Trabalho de Tecnologias de Informação e Comunicação, as medidas apontam à eficiência, racionalização de custos, transparência e acessibilidade e orientação para o balcão único.



Constam da lista medidas como a desmaterialização total dos processos internos da Administração Pública; a racionalização dos custos de licenciamento de tecnologia; a gestão centralizada da aquisição de ferramentas aplicacionais; ou o desenvolvimento de uma rede avançada de comunicações eletrónicas.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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