Se o futuro das transmissões em 3D ainda era uma incógnita para algumas pessoas, a decisão da BBC, a maior emissora televisiva no Reino Unido, esclarece alguns pontos. A empresa vai suspender durante três anos a produção de conteúdos a três dimensões.

A novidade foi dada pela responsável do projeto, Kim Shillinglaw, à Radio Times. Em causa parece estar o insucesso do formato junto dos utilizadores. "Nunca vi um grande apetite pela televisão 3D no Reino Unido", esclareceu a responsável. Kim Shillinglaw deu ainda indicações de que o atual modelo da televisão 3D não é prático e não pode ser comparada ao modelo usado nos cinemas.

O pico de audiências terá acontecido durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, onde 750 mil pessoas terão visto a cerimónia em 3D, dos 1,5 milhões de pessoas com televisores com suporte à tecnologia. O discurso de Natal da rainha em dezembro de 2012 só conseguiu atrair 5% dos utilizadores, escreve o Slashgear.

O último conteúdo a ser emitido em 3D, um episódio especial da série de ficção científica Doctor Who, vai para o ar no final do ano. Depois só no início de 2017 é que a produção de filmes e séries a três dimensões é que pode voltar aos planos da empresa.

No mês passado tinha sido a ESPN a revelar que ia cancelar o canal que tem em 3D, uma decisão que foi vista pela imprensa internacional como um golpe duro para o futuro do 3D nos televisores já que o desporto é visto como um dos géneros, além do cinema e séries, que consegue potenciar as produções em 3D.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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