Com base na desagregação do lacete local, o Clix e a Novis iniciam no próximo Sábado, dia 6 de Março, uma oferta de voz com acesso à Internet através de ADSL a uma velocidade de 1 Mbps. O serviço está para já disponível em três centrais de Lisboa e uma do Porto, abrangendo mais de 100 mil lares, informou Pedro Carlos, administrador executivo da Novis, em conferência de imprensa.



Designado esta oferta como revolucionária, Pedro Carlos explicou que a libertação dos clientes do pagamento da mensalidade de telefone à Portugal Telecom é uma das facetas principais desta oferta, à que se adiciona o componente de Internet em duas ofertas concorrenciais com as existentes no mercado.



A Novis tem vindo a oferecer um serviço semelhante para o mercado empresarial, contando já com presença em 47 centrais telefónicas. A parceria com o Clix permite agora abarcar o mercado residencial, tencionando aumentar gradualmente o número de centrais onde o serviço está disponível.



Centrada em duas opções, a Opção Tempo e Livre, a nova oferta garante o preço das chamadas de voz segundo os tarifários da Novis, que garante serem sempre 10% mais baratas, e o acesso ADSL a 1 Mbps. No caso da Opção Tempo o cliente paga uma mensalidade de 24,9 euros (que serão 22,9 euros no caso de optar por numeração Novis) para 10 horas de navegação web, enquanto que a Opção Livre consta de uma mensalidade de 40,9 euros para uma navegação ilimitada em termos de tempo e 22 GBytes de tráfego nacional e internacional.



Pedro Carlos referiu que o alargamento do serviço a outras zonas geográficas está condicionado pelas condições económicas e operacionais da liberalização do lacete local, continuando a empresa a reclamar condições económicas justas, através da redução do custo de desagregação e da introdução do custo da re-agregação, assim como "condições operacionais sérias".



Questionado pelo TeK, Pedro Pina, director-geral do Clix, afirma que não foi abandonado o luto pela Internet. "Esta oferta vem no seguimento da decisão anterior de abandonar o serviço de ADSL baseado na infra-estrutura da PT, [...] após o que começámos a olhar para outras alternativas", justifica. No entanto, continua a realçar a ideia de que o Clix mantém a pressão para que existam condições regulatórias para uma oferta concorrencial grossista da PT no ADSL.

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