A norte-americana Cometa Networks, uma joint venture criada para a revenda de acesso wireless à Internet, anunciou ontem que irá encerrar as suas operações durante as próximas semanas. Tal como já havia sido reportado anteriormente, a decisão foi originada pela falta de fundos para a expansão da sua rede de hotspots.



Formada em Dezembro de 2002 com o apoio da AT&T, da IBM e da Intel, a Cometa pretendia construir inicialmente 20.000 hotspots Wi-Fi nos 50 maiores mercados norte-americanos até 2005. O objectivo era depois alargar a rede ao resto dos Estados Unidos, fornecendo acesso Wi-Fi para revenda aos ISPs e operadores de telecomunicações. Desde o seu lançamento, a joint-venture construiu apenas cerca de 300 pontos de acesso Wi-Fi, com acordos através da AT&T Wireless e da Sprint.



Kent Hellebust, vice-presidente para a área de marketing da Cometa referiu à Reuters que a resposta dos investidores à tentativa de expansão da empresa no mercado norte-americano foi negativa. "A justificação dada na altura foi que o capital requerido era razoavelmente significante e que o retorno, por sua vez, era insuficiente", explicou.



Para os analistas, a joint-venture para o mercado norte-americano foi prejudicada pela concorrência - que já tinha reservado os pontos geográficos mais lucrativos - e também pela crescente popularidade do Wi-Fi gratuito. O Yankee Group, citado pela Reuters, encara aquilo que aconteceu com a Cometa como "uma muito séria repudiação do modelo de negócio do Wi-Fi". Para a consultora, existem demasiados players a entrar no nascente mercado de hotspots tornando-o muito competitivo e com uma escassa margem de receita.



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