Os dados constam de um estudo da Comissão Europeia que indica que as operadoras de telecomunicações estarão a perder cerca de 300 milhões de possíveis clientes, por manterem tais tarifas.

O relatório por países revela ainda que apenas 6% dos portugueses inquiridos fazem tantas chamadas como quando estão em Portugal, enquanto 56% dizem realizar menos chamadas e 34% afirmam não fazer chamadas de todo.

Os valores relativamente às mensagens escritas são muito idênticos: 7% referem que enviam o mesmo número médio de SMS estejam em Portugal ou no estrangeiro, 50% fá-lo com menos frequência quando está noutro país e 37% optam por nunca enviar mensagens a partir do telemóvel.

O “comportamento defensivo” dos viajantes portugueses em relação às ligações de dados é igualmente acentuado, quando 37% dizem nunca enviar ou receber emails a partir do telemóvel quando estão no estrangeiro, 35% dizem nunca aceder às redes sociais e 33% “esquecem” os serviços de messaging como o Skype ou o Viber.

Embora os dados reunidos na análise europeia não sejam os mais positivos, nem tudo são más notícias. O número de acordos entre as operadoras de telecomunicações e a descida dos preços do roaming já terá levado a um aumento de 1.500% na utilização de dados móveis no estrangeiro.

Bruxelas tem uma proposta na mesa destinada a eliminar progressivamente as diferenças tarifárias entre as chamadas nacionais, em roaming e entre países da UE.

O problema do roaming era ainda maior há alguns anos, antes de a UE introduzir limites máximos para os preços em 2008. Desde então, os consumidores já beneficiaram de reduções de 80% dos preços para as chamadas de voz e dos SMS e de uma descida de 91 % do preço dos dados em roaming.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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