Cerca de 5% das apps gratuitas para dispositivos móveis baseados em Android contém spyware, bem como anúncios ligados em rede e apresentados de forma agressiva, que podem aceder a informações pessoais ou apresentar publicidade capaz de confundir o utilizador. E muitas aplicações para iOS colocam também problemas de privacidade aos seus utilizadores.

As conclusões são da empresa norte-americana de produtos de segurança para equipamentos móveis Lookout, que acaba de disponibilizar o seu estudo State of Mobile Security 2012. O estudo confirma a tendência crescente do impacto que o malware tem diretamente nos equipamentos móveis, destacando como principal tendência a utilização de mecanismos sofisticados e novas formas de distribuir malware para cometer fraudes.

Esses mecanismos passam por criar apps gratuitas, que incluem spyware ou métodos agressivos de publicidade, que consigam recolher o máximo de informações possível do utilizador. A Lookout estima que, no último ano, milhões de utilizadores tenham sido afetados por malware para dispositivos móveis em todo o mundo, resultando no roubo de milhões de dólares.

O estudo agora divulgado destaca seis tipos de conclusões e tendências relativas aos ataques feitos a esses utilizadores:


  1. O malware para dispositivos móveis tornou-se num negócio lucrativo;


  2. As ferramentas para cometer fraudes constituem o tipo de malware que mais prevalece, sobretudo na Europa ocidental e na Rússia;


  3. Os cibercriminosos aproveitam os desenvolvimentos da indústria para criar ferramentas e sistemas de publicidade que se fazem passar por ferramentas legítimas, de modo a alcançar cada vez mais utilizadores e obter cada vez mais receitas;


  4. A questão da privacidade nos dispositivos móveis, sobretudo baseados em Android e sistemas iOS, é um problema em constante crescimento;


  5. A probabilidade do equipamento móvel de um utilizador ser infetado com malware está cada vez mais dependente da sua localização geográfica e do seu comportamento. Ao nível da localização, a Rússia, Ucrânia e China são as zonas com maior perigo; enquanto a transferência de apps fora de sites fidedignos, como o Google Play, aumenta a probabilidade de encontrar malware;


  6. As técnicas de distribuição de malware estão a ser cada vez mais diversificadas, através da utilização de métodos mistos onde se incluem o spam de correio eletrónico, sistemas de marketing para afiliados e sites na Web hackados, que permitam o download de dados.


No quadro seguinte, a Lookout mostra a evolução dos tipos de malware desenvolvidos para dispositivos móveis, destacando o crescimento das ferramentas para realização de fraudes, face a outros tipos de software maligno:

[caption]Fonte: Lookout[/caption]

O estudo inclui ainda informações detalhadas, com ráficos e infografias, sobre as formas mais usadas atualmente para disseminar malware pelos dispositivos móveis, bem como simulações dos custos que estas práticas podem ter para o utilizador.

Por fim, a Lookout deixa um conjunto de medidas que o utilizador deverá tomar para acautelar os seus dispositivos móveis: criar uma palavra-chave para acesso ao próprio dispositivo; transferir conteúdos apenas sites fidedignos; evitar versões "gratuitas" de apps pagas; evitar clicar em ligações para a Web; instalar software de proteção; e estar atento ás faturas de comunicações relativas aos seus dispositivos.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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