O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, ouviu as manifestações populares e deixou cair, para já, a intenção de criar uma taxa para aplicar à transferência de dados na Internet. O líder político considerou que a forma como a legislação estava redigida não podia entrar em vigor.



Viktor Orban decidiu “ouvir” a população que nos últimos dias protestou de forma massiva contra a aprovação da lei. Pois apesar de ser uma taxa aplicada aos fornecedores de Internet, os consumidores já sabiam que no final das contas acabariam também por ser prejudicados.



“Se as pessoas não só não gostam de algo como também a consideram irrazoável, então não pode ser feita”, disse Viktor Orban sobre o tema.



No início de 2015 o primeiro-ministro húngaro vai no entanto querer ouvir a população, através de um referendo, relativamente ao uso da Internet e sobre as formas como pode o país lucrar com as receitas geradas pela “grande rede”, escreve a Reuters.



A proposta legislativa previa que cada operador de Internet pagasse 150 florins, cerca de 50 cêntimos, por cada gigabyte de consumo feito – fosse download ou upload.



A Reuters escreve ainda que apesar das receitas que iriam ser geradas pela nova taxa, dificilmente a mesma teria algum impacto significativo nas contas públicas do país.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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