A decisão tomada pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos, que proíbe os alunos das escolas de Nova Iorque de levarem telemóveis para as aulas, desencadeou uma onda de contestações por parte das associações de pais, que alertam as autoridades para o perigo que os filhos correm - antes e depois do horário escolar - ao serem eliminadas as formas de comunicação com a família.


Desta forma um grupo de pais instaurou um processo contra Michael Bloomberg, presidente da câmara de Nova Iorque e o responsável de Educação na Assembleia Municipal da cidade, alegando que a norma imposta é "arbitrária, um abuso de poder" e que "viola o direito constitucional que os pais têm de comunicar e proteger os seus filhos", avança o C|net.


"Acreditamos que o Departamento de Educação e, nomeadamente o seu chancelair Joel Klein e o presidente da câmara Michael Bloomberg excederam a sua autoridade ao proibirem a utilização dos telemóveis nas escolas", refere Norman Siegel, advogado das famílias que instauraram o processo.


Norman Siegel refere ainda que "é compreensível que os alunos não possam utilizar o telemóvel durante o período de aulas, ou que os usem para copiar durante os testes", no entanto "os equipamentos são necessários para se manterem em contacto com as suas famílias [...] pelo menos antes e depois do horário escolar para a sua segurança".


A oposição à proibição de levar telemóveis para as escolas - em vigor desde 1988 - aumentou em Abril quando o presidente da câmara nova-iorquina introduziu detectores de metais em algumas escolas da cidade. Durante as inspecções foram confiscadas várias armas e mais de 3 mil telemóveis (até final do mês de Junho deste ano).


De acordo com o Departamento de Educação estas inspecções visam garantir a segurança dos estudantes, embora os pais afirmem que a proibição só leva a que se verifique a situação contrária, já que os estudantes estão em perigo ao verem cortada a única forma de comunicação com a família.


Os estudantes afirmam que têm maturidade suficiente para saber que devem desligar os equipamentos durante as aulas, embora saibam que nem todos o fazem.


Por sua vez tanto Michael Bloomberg como Joel Klein mantêm-se firmes quanto à decisão, apesar de nos últimos meses terem sido introduzidas leis que procuram alternativas ao uso de telemóveis fora das escolas e não dentro das instalações.


Os mesmos responsáveis referem que esta é uma forma de impedir que os alunos "percam tempo a tirar fotos inapropriadas, a copiar em exames ou a escrever mensagens de texto em vez de estudarem".


No processo é referido que a política da cidade é abusiva já que poderiam ser criados espaços nas escolas onde os alunos pudessem deixar os seus telemóveis durante o período escolar, ao invés de lhes serem confiscados.


O Departamento de Educação norte-americano alega que medida tomada não interfere na educação dos alunos e foi instaurada por forma a impedir que se repitam incidentes que envolvam telemóveis dentro das instalações das escolas, já que no ano passado registaram-se 2,5 mil casos de uso indevido destes equipamentos em horário escolar.

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