Apresentado esta segunda-feira por um senador democrata, a pesquisa conta com informação recolhida junto de 16 fabricantes automóveis e conclui que a generalidade dos carros conectados (com suporte para tecnologias wireless e sistemas de navegação ligados à Internet) representam riscos para a segurança e privacidade.


A maioria dos fabricantes automóveis não têm sistemas capazes de detectar falhas e têm ainda menos capacidade para endereçar rapidamente possíveis problemas. Faltam medidas de segurança capazes de proteger os condutores de ataques que possam resultar no controlo dos veículos, ou na recolha dos seus dados pessoais.


O problema é ainda mais grave porque os sistemas estão desenhados para recolher grandes volumes de informação, na maior parte dos casos, sem o consentimento dos utilizadores e para passarem a terceiros. No universo de fabricantes consultados para o estudo, nove recorriam a aplicações de empresas parceiras a este nível que podem, elas próprias, partilhar os dados recolhidos noutras vias.


"Os condutores têm aderido a estas tecnologias, mas infelizmente os fabricantes de automóveis não fizeram a sua parte para nos proteger de ciberataques ou invasões de privacidade", sublinha o estudo.


No documento também se defende que "a maioria dos fabricantes oferecem funcionalidades que não só guardam, como ainda transmitem histórico para si próprios ou para terceiros".


O estudo foi realizado com a colaboração de fabricantes como a BMW, Fiat Ford, Honda, Mercedes-Benz, Jaguar, Porsche entre outros. Aborda uma questão que tem sido cada vez mais alvo de debate, tendo em conta a existência de planos em toda a industria para avançar com ligação à Internet nos veículos e um conjunto de serviços associados.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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